O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 21/06/2021

No episódio “Nosedive”, da série “Black Mirror”, com todos conectados ao mundo digital, as pessoas têm sua importância na sociedade dada pelas suas pontuações recebidas online. De forma análoga, atualmente, existem os chamados “influenciadores digitais”, que, por meio de sua fama nas redes sociais, principalmente entre os jovens, podem estimulá-los tanto de maneira positiva quanto de maneira negativa.

Por um lado, existem influenciadores que, fazendo valer sua popularidade, produzem conteúdos bem-humorados e informativos, espalhando conhecimento ou defendendo causas sociais. Um modelo disso é o humorista Whindersson Nunes que, com milhões de seguidores, mobilizou suas redes para enviar oxigênio para Manaus, durante a pandemia da covid-19. Além disso, o instituto Butantan, como autoridade científica, convidou o conhecido MC Fioti, também com grande visibilidade entre os jovens, para gravar uma nova versão da música “Bum bum tam tam”, em prol da imunização. Tais ações representam como pessoas e instituições influentes no meio digital podem impactar positivamente os jovens, que os têm como exemplos.

Por outro lado, há influenciadores que, levando o significado da palavra ao pé da letra, vivem apenas de curtidas, engajamento e temas supérfluos, persuadindo seus seguidores a agir como eles e, geralmente, impactando negativamente os jovens, visto que 89% deles são usuários da internet e podem ser considerados “alvos fáceis”. Nesse sentido, estimulam a compra de qualquer tipo de produto através de propagandas patrocinadas, alimentando o consumismo e, além disso, ainda promovem padrões de vida inalcançáveis, ostentando um tipo de luxo e felicidade que só existe online e fazendo o jovem pensar ser insuficiente. Este tipo de influência negativa é exercido no Instagram por Mayra Cardi, já acusada de incitar distúrbios alimentares.

Em suma, há influenciadores digitais que podem usar seu alcance virtual tanto para incentivar positivamente os jovens por meio da produção de informação, quanto para coagi-los a agir e pensar de maneira inadequada. Desse modo, é de grande importância que o Ministério da Educação, por meio de palestras e debates, aja em escolas juntamente com psicólogos instruindo os jovens a enxergar de maneira crítica quem encoraja determinadas atitudes nas redes sociais para que não sejam mais manipuláveis, absorvendo apenas aquilo que lhes é benéfico.