O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 21/06/2021
No livro “Fahrenheit 451” do autor Ray Bradbury, é retratada a forma com que a mídia, por meio de divulgações, influencia a população. É possível analisar que, na nova era do marketing digital do século XXI, usuários de redes sociais são bombardeados diariamente por anúncios, que estimulam e têm como público alvo a população jovem; a forma com que estes são influenciados, muitas vezes, não é benéfica: é preciso avaliar o crescente consumismo entre jovens e a formação ideológica da juventude.
Em primeira análise, é importante pontuar que a recém criada profissão de influenciador auxilia uma estratégia de marketing que induz o consumismo. Uma pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) revela que apenas 31% dos brasileiros são consumidores conscientes, e dentre eles, a grande maioria são pessoas de faixa etária mais velha. Isto indica que a população mais jovem é mais suscetível à propaganda em geral, e em especial a das redes. O consumismo, além de auxiliar na degradação do meio ambiente, pode acarretar sérios problemas financeiros, sofridos por uma parcela da população que apenas recentemente teve acesso à educação financeira.
Ademais, o papel do “influencer” não é necessariamente danoso. Existem influenciadores digitais que auxiliam jovens de diversas formas; seja com informação de qualidade, apoio emocional, entretenimento, etc. A problemática se forma quando pessoas que espalham desinformações ganham muita visibilidade e apoio. Por exemplo, dados recentes divulgados pela antropóloga Adriana Dias indicam o crescimento do neonazismo no Brasil; uma possível decorrência de influências na população jovem, sejam por meio de redes sociais ou gestos do governo.
Portanto, devem ser tomadas medidas para amenizar esse cenário. A família e a escola, que já fazem parte do processo de formação do jovem, devem alertar a juventude sobre possíveis desinformações e/ou induções de comportamento, seja financeiro ou ideológico. As instituições de ensino devem desmistificar mentiras e ampliar o conhecimento econômico.