O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 21/06/2021

A tecnologia desenvolvida pela humanidade se transformou e progrediu ao longo do tempo, assim como o seu ambiente de interação social. As gerações mais recentes crescem e desenvolvem opiniões e caráter sob influência direta da Internet, principalmente por meio das redes sociais, que são controladas por algoritmos personalizados. Com a regulação do conteúdo consumido pelos usuários, os criadores de conteúdo exercem grande influência nas escolhas e decisões de vida dos seus seguidores. Contudo, tal domínio pode gerar diversos impactos negativos e medidas precisam ser tomadas.

Primeiramente, é necessário considerar que o consumismo exagerado e a perda da autoestima estão diretamente relacionados com o marketing digital. Este no qual os influenciadores, almejando convencerem o maior número de pessoas da necessidade de compra do produto, vendem uma vida perfeita na rede e estabilizam um ideal a ser atingido. Com isso, os internautas inconscientemente associam os produtos anunciados como um caminho para esta perfeição inatingível e, consequentemente, buscam a felicidade e seu modo de vida pelo consumismo. Porém, este ideal é algo irreal e a tentativa desesperada de alcançá-lo pode acarretar em vários tipos de doenças mentais, como ansiedade e depressão, prejudicando tanto a vida pessoal quanto em sociedade.

Além disso, a necessidade ou até mesmo o vício de obstinadamente seguir as tendências e opiniões dos ídolos da Internet resulta na perda do senso crítico dos usuários. De maneira análoga ao fanatismo de Hitler, a crença sem questionamentos das ideologias dos “influencers” pode levar à disseminação de fake news e a um comportamento de rebanho pela rede. Dessa forma, os jovens que ainda estão em fase de construção da moral e visão de mundo, se encontram em uma situação altamente manipulável e acabam por não procurar a veracidade dos fatos e conceitos que defendem. Isto, por sua vez, desencadeia casos de boicote virtual àqueles que não participam da “bolha” de realidade desses internautas.

Assim, para resolver essa problemática a família e as escolas, juntamente com o apoio do Estado, devem conscientizar e ensinar sobre os usos saudáveis da Internet, através de restrições de conteúdos e aulas de informática e filosofia, de modo a incentivar o pensamento próprio e a criticidade nos jovens. Dessarte, o domínio dos criadores de conteúdo diminuirá e a próxima geração saberá lidar com o tamanho da influência das redes sociais na sociedade e a responsabilidade que acompanha o seu uso.