O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 21/06/2021

Com a pandemia do Coronavírus, tornou-se indispensável o distânciamento social, com isso, as aulas passaram a ser no modelo remoto, estimulando jovens a se adaptarem ao ensino à distância. Ademais, este não obteve fama só agora, professores do mundo todo ganham a vida produzindo conteúdos, vendendo cursos e aulas no sistema híbrido. Contudo, a vastidão da Internet possibilita que crianças e adolescentes tenham acesso às mais diversas formas de conteúdo, o que pode ser prejudicial em alguns casos. Logo, é de extrema importância salietar os possíveis perigos e descuidos que esse público alvo pode sofrer quando se deixa influenciar por pessoas nas redes socias.

Deve-se abordar, ainda, que o uso das ferramentas digitais proporciona a obtenção de informações, facilita a socialização, exibe diversas alternativas de lazer, entre outros pontos positivos. Ademais, muitas das 89% de crianças e adolescentes que tem acesso à Internet no Brasil (segundo a pesquisa TIC Kids Online Brasil 2019), são diariamente instigadas por influenciadores digitais tanto ao tomarem decisões simples como qual desenho irão assistir, até as mais complicadas como decidirem estilos de vida diferentes. Portanto, o que precisa ser levado em consideração é: até que ponto essa inspiração é positiva? A partir de qual pressuposto esse indivíduo vai identificar aquilo que talvez não lhe acrescente?

Sob tal ótica, vale ressaltar a doutrina do meio-termo do filósofo grego Aristóteles, que apresenta a importância do equilíbrio entre o excesso e a falta. Partindo desse próposito, é interessante lembrar do jogo virtual chamado “Baleia Azul”, que tomou proporções inimagináveis em 2017. Essa distração reunia uma comunidade de jovens que deveriam cumprir regras que eram passadas diariamente, que iam de passar 24h assistindo filmes de terror, até fazer cortes na pele, assim, a missão final era cometer suicídio. Esse foi um caso implícito de influência digital porque não foi feito especificamente pelo profissional que cria conteúdos, porém foi uma intervensão muito negativa sofrida pelos jovens.

Em virtude dos fatos mencionados, é preciso que os indivíduos envolvidos tomem providências para educar os jovens e assim estimular o senso crítico.  A fim de obter uma utilização das mídias socias de forma mais segura e com menos danos, urge que o Ministério da Educação juntamente à família, promova através de ações em torno das escolas, uma urgente ampliação de palestras e técnicas de conversação, por meio do redirecionamneto de verbas para o aumento de educação referente ao uso dos meios de comunicação no geral, alertando os jovens sobre todos os riscos e seguridades dos influenciadores digitais. Somente assim, será possível que haja mais segurança na utilização dessa ferramenta tão vasta e importante, que é a Internet.