O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 21/06/2021

Na produção de um vídeo da youtuber e influenciadora Gabbie Fadel sobre “gratiluz”, é colocado em pauta que grandes webs celebridades deslegitimam os sentimentos alheios, resultando a mágoa de culpa no público em busca do “perfeito”. Neste sentido, percebe-se que muitas pessoas se sentem mal ao relacionarem o momento difícil que estão vivendo, com a pouca gratidão sentida. Assim, é perceptível que a influência digital nos jovens, muitas das vezes, resulta em consequências desgastantes à saúde mental da sociedade por se sentirem atraídos cada vez mais pela imagem irreal descrita pela internet.

Eventualmente, percebe-se que as mídias sociais estão repletas de usuários que tentam demonstrar uma vida ideal inexistente, que atingem jovens com a procura de aprovação vinda de terceiros. Segundo Augusto Cury um renomado psiquiatra, professor e escritor brasileiro, afirma em um dos seus best-sellers, “Ansiedade-como enfrentar o mal do século”, que “pais que só criticam, que só constrangem, provocam timidez, insegurança e dificuldade em aprender”, ou seja, essa necessidade de aprovação inicia-se dentro de casa. Sendo assim, a felicidade contínua é uma farsa que desgasta aos poucos o púbico dos influencers.

Ademais, um estudo feito pela Youpix mostra que, 90% dos jovens entre 18 a 24 anos foram influenciados a comprar algo que os “influenciadores digitais” recomendaram. Entretanto, essa técnica de usar meios influentes e horários propícios é usada desde o lançamento da televisão, que usufruía do horário infantil para anunciar produtos tentadores, esse método foi apenas modificado para que grandes empresas usem web-celebridades como ferramenta de divulgação. Dessa forma, não é razoável que a falta de dignidade permaneça em um país que deseja manter o lucro acima da saúde do povo.

Observa-se, então, a necessidade de mediar o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens no Brasil. Para isso, o Estado, em parceria com a Mídia e o Ministério da Educação, deve capacitar os pais e o jovem a desenvolverem o senso critica, de modo que conscientize a sociedade sobre liberdade e realização pessoal. Isso acontecerá por meio de canais públicos midiáticos, a fim de que a saúde mental da sociedade permaneça bem.