O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 24/06/2021

O advento propiciado pela evolução da internet, tornou possível que cada vez mais pessoas pudessem se expressar e divulgar suas vidas a outros indivíduos. Com isso, surgiram os influenciadores digitais que estão conquistando um enorme espaço nas redes sociais e alcançando os mais diversos públicos. No entanto, grande parte deles não aproveita dessa visibilidade e influência da maneira adequada, e acabam por propagar um conteúdo que, mesmo sem pretensões, legitima esteriótipos, padrões  de beleza e comportamento e induzem os seguidores a acreditarem em tudo o que falam e em uma vida perfeita, utópica. Essas ações acarretam uma fragilididade mental extrema aos mais novos, por almejarem algo irreal e inalcançável, por isso, faz-se imprescindível rever esse controle negativo que eles vêm exercendo sobre os jovens.

Não há dúvidas, nessa era digital que vivenciamos, que o influenciador digital apresenta um papel indispensável na construção de opiniões dos seguidores, assim, ele é capaz de induzir hábitos e estimular o consumismo de determinado produto. Com isso,  90% dos jovens entre 18 e 34 anos foram influenciados a comprar algo que as personagens digitais recomendaram, de acordo com uma pesquisa feita pela consultoria Youpix, mesmo sem poder aquisitivo suficiente. Por conseguinte, os adolescentes passam a desenvolver um consumo compulsivo inconsiente.

Além disso, problemas com a autoimagem e autoaceitação têm aumentado bruscamente; O estudo realizado pela instituição de saúde pública do Reino Unido, Royal Society for Public Health, em parceria com o Movimento de Saúde Jovem, revela que as taxas de ansiedade e depressão entre jovens de 14 a 24 anos aumentaram 70% nos últimos 25 anos. Ademais, as meninas são duas vezes mais propensas a ter depressão devido ao uso das redes sociais do que os meninos, como indica uma pesquisa realizada pelo University College London (UCL). Assim sendo, é nítido que essas cobranças pelos corpos e rostos perfeitos e esses critérios estéticos, são extremamente nocivos para a saúde dos internautas, que se sentem inferiores por não conseguirem ter a mesma vida e sustentar os luxos e excessos compartilhados pelos blogueiros diariamente.

Tendo em vista os fatos aprensentados, essas personalidades digitais possuem a incumbência de divulgar um conteúdo mais saudável. Essa nova forma de trabalhar e produzir deve ser oriunda do comprometimento cauteloso com o seu público,praticando a empatia, sendo transparentes com relação a suas vidas e inspirando a autênticidade e o espírito crítico, visando promover promover uma internet mais segura, confiável e real para aqueles que os acompanham, acabar com a grande rede de mentiras que se tornou as mídias sociais e derrubar por completo essa soberania midiática e digital tão tóxica.