O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 23/06/2021

Os influencers realmente influenciam?

Nos tempos contemporâneos,não há dúvidas que a internet exerce tamanha função na concretização de opiniões e visibilidade de produtos ou serviços,de tal forma que surgem pessoas dedicadas a trabalhar em prol da divulgação e entretenimento totalmente online,dentre os quais se utilizam de plataformas como Facebook,Instagram e até Youtube para expor seu conteúdo,também atrelado com a publicidade.Entretanto,deve-se notar a volatilidade de escolhas promovida por estes meios.

Segundo pesquisa divulgada pelo Grupo Kantar,houve um aumento de 40% no número de usuários das redes sociais em todo o mundo no perído da pandemia de COVID-19,enquanto que apenas em território brasileiro,a cada 100 pessoas,77 afirmaram receber influência das redes sociais na hora de fazer compras,principalmente pelas avaliações e reações de celebridades digitais sobre os produtos em questão,conforme dados do PwC datados de 2020,dessa forma,demonstrando o imenso potêncial e dimensão do poderio de famosos para construção da imagem de uma empresa ou produto,seja de forma negativa ou positiva,atraíndo ou repelindo futuros consumidores latentes.

Assim,com cada vez mais adeptos nas plataformas digitais,é possível afirmar que as vendas aumentem de forma gradativa e assegurada pelo marketing intenso propagado pelos novos ícones das gerações mais jovens,que buscam boas referências de multiplas fontes e variados julgamentos, sobretudo em bens de consumo como roupas,tênis,celulares,acessórios e cosméticos,acarretando em oportunidades indispensáveis para as grandes industrias do setor,comprando uma avaliação favorável de certo grupo de influenciadores digitais em busca do largo lucro que vai ser obtido após um curto intervalo de tempo,como já ocorre com a Boca Rosa Cosméticos,homônimo da youtuber Boca Rosa.

Portanto,é evidente o impacto causado pela disseminação de ideias consensuais ou de dissenso veículadas através dos ditos influenciadores,que agora podem ser caracterizados como os grandes agentes da propaganda do século XXI,apesar de nem sempre sequer serem efetivados como funcionários explícitos das empresas com quem outrora cooperaram,desta maneira,há um profundo  dilema sobre a veracidade e efeito das conclusões pautadas via meios eletrônicos.

Tendo em vista tais pontos,para não haver uma total influencia no mundo conectado,é necessário que haja uma ética condizente a verdadeira performance e qualidade do produto antes de uma ação publicitária ser realizada,através da propalação de protestos físicos e digitais por usuários comuns das redes,buscando repreender e noticiar possíveis ‘‘reviews’’ falsos ou alegadamente sabotados pelos grandes influenciadores,para assim,constituir uma mercadologia pouco predatória e mais realista.