O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 12/07/2021

Segundo Steve Jobs: “A tecnologia move o mundo”. Sob tal ótica, percebe-se que as ideias do autor fazem uma relação direta com o “ideal” que é compartilhado nos veículos de comunicação, pelos influenciadores digitais que padronizam uma imagem irreal, da vida e corpo perfeito. Assim, muitos jovens se sentem atraídos e acabam tendo sua saúde mental afetada. Dessa forma, é imprescindível uma análise acerca dos estigmas mentais bem como o impacto dos influenciadores na vida dos jovens.

Primeiramente, percebe-se, claramente, que com a ascensão da tecnologia, a internet passou a ser um espaço de disputa de likes, seguidores, com conteúdos fúteis e exibição de uma vida “perfeita”. Assim, muitos jovens na tentativa de se encaixar nesse modelo inexistente que é rotulado, vai gradualmente gerar transtornos mentais. Nesse ínterim, é aí que os influenciadores de enorme popularidade criam um espaço em que apenas mostram a sua melhor versão, mas sabemos que do outro lado da tela muitas pessoas acabam tendo a saúde mental afetada. Prova disso, consoante dados da OMS atualmente  mais de 700 milhões de pessoas são afetadas pela depressão que é causada pelos sentimentos de desesperança e incapacidade, o que afeta negativamente como as pessoas se sentem em comparação à quem está ao seu redor. Logo agir para mudar esse quadro é urgente.

Além disso, é fato que diversas empresas investem nas figuras públicas na internet para divulgar diversos produtos, devido ao poder  de romantizar atitudes consumistas e ao alto alcance de público. Isso acontece conveniente ao marketing de influência que ocorre nas plataformas digitais, pelos influenciadores que associam produtos e marcas à tendência para satisfação pessoal. Nesse sentido, jovens são cada vez mais incentivados a realizarem gasto exacerbado, uma vez que expectam alcançarem a felicidade, bem como acompanhar a moda . Essa idealização é comprovada pela ideia apresentada por Karl Marx do “Fetchismo da mercadoria”, em que os produtos reificados, que cominam em um consumo alienado. Portanto, é preciso agir para mudar essa situação.

É mister, portanto, agir para mitigar os impactos negativos dos influenciadores digitais na formação dos adolescentes brasileiros. Assim, cabe ao Ministério da educação, em parceria com os pais e familiares instruir os jovens em relação aos malefícios do uso das redes sociais de forma acrítica, por meio de debates com participação de psicólogos, para que os jovens não sejam afetados pela face irreal dos meios virtuais. Além disso, que a mídia socialmente engajada transforme então de forma concreta fatos que a população precisa saber, que não estimulem o consumo por meio da alienação  das massas, mas sim estimulem à discurção sobre os problemas reais que acontecem de fato. Quem sabe assim, os jovens possam ser livres das necessidades fantasiosas.