O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 12/07/2021
Na geometria, o Ponto Médio é definido como um ponto de equilíbrio de um segmento de reta. Apesar dessa definição ser muito utilizada nos aportes matemáticos, ela pode ser associada a questões cotidianas como o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, já que muitos têm seus comportamentos induzidos por aquilo que consomem nas redes sociais. Nesse sentido, torna-se vital propagar debates mais assíduos nas escolas a fim de esclarecer esse imbróglio e ampliar campanhas informativas sobre o assunto na internet.
Em primeiro plano, sabe-se que a falta de controle sobre sua capacidade decisória não deveria existir. Contudo, durante grande parte do tempo histórico, indivíduos são coagidos pelo padrão social vigente em sua respectiva época e com a expansão dos aparelhos tecnológicos não seria diferente. Pessoas que recebem visibilidade por seus seguidores no universo virtual, ganham notoriedade no meio e adentram cada vez mais nas relações sociais. Prova disso, no século XIX, a rainha Victória foi conhecida por ser uma grande influenciadora, mesmo sem plataformas digitais, elementos como o vestido branco para casamentos tiveram início com a mesma e são importantes símbolos culturais até hodiernamente. Logo, nota-se que conscientizar os jovens é crucial para amenizar tal manipulação.
Ademais, é nítido que evidenciar e entender-se no contexto imposto pela lógica virtual é necessário. Assim, navegantes que são constantemente bombardeados por informações divulgadas em publicidades de famosos, através de plataformas digitais como Instagram ou Facebook, poderão discernir sobre sua utilidade e não simplesmente aceitar tudo o que lhe é proposto, realidade essa que deve ser viabilizada pela imprensa midiática. Para comprovar tal fato, já dizia o político americano Bill Clinton: “A internet tornou-se parte integrante da vida econômica, política e social da América”, ou seja, sua popularização já é um fato e deve ser cuidada para não transformar-se em algo prejudicial. Por fim, tais perspectivas devem ser salientadas para que haja um desfecho positivo a respeito do assunto.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para amenizar o quadro atual e garantir uma plena vivência dos círculos digitais juvenis. Em vista disso, cabe às instituições de ensino, na figura dos professores, aprimorar práticas pedagógicas de cunho informacional, por meio de dinâmicas lúdicas inspiradas em situações cotidianas, previstas na Base Nacional Comum Curricular, que exponham a importância de praticar o autocontrole na tomada de decisões que ultrapassem as redes sociais e inflenciem seu modo comportamental, com o intuito de diminuir o número de jovens alienados por aquilo que consomem em perfis de influenciadores digitais. Espera-se, por tais medidas, promover uma convivência saudável entre os usuários e, quem sabe assim, encontrar um ponto de equilíbrio entre o real e o virtual.