O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 12/07/2021

Na Europa medieval, o comportamento dos indivíduos foi fortemente influenciado pela Igreja Católica, una vez que quase toda a população desse continente era adepta ao cristianismo. No século XXI, de forma análoga ao poder de convencimento da instituição cristã, encontra-se o alto engajamento dos influenciadores digitais, os quais, através de publicações diárias, moldam a conduta dos jovens. Dessa forma, é imprescindível entender os impactos das ações desses trabalhadores na formação de crianças e adolescentes.

Em primeiro lugar, percebe-se que a exposição exagerada dos jovens ao conteúdo capitalista de blogueiros estimula o hiperconsumismo nesse público. Isso ocorre, pois essa faixa etária, devido à imaturidade em razão da pouca idade, é o alvo preferido das grandes empresas para a venda de produtos. Assim, essas marcas elegem os usuários de amplo alcance social para persuadir a Massa consumidora. Essa conjuntura apoia-se nas ideias do filósofo Guy Debord, para o qual a liberdade do indivíduo é ameaçada pelas imposições de compra do mercado capitalista. Portanto, é urgente mudar esse cenário.

Em segundo lugar, vale pontuar que os donos de “blogs” podem influenciar positivamente os atos de quem os acompanha. Tal fato justifica-se, porque esses trabalhadores podem usar seu poder de persuasão para alertar seus seguidores a respeito de problemas, e, consequentemente, gerar mobilização para saná-kos. Prova disso, é o perfil do instagram da ativista em prol dos direitos dos animais Luísa Mel, que traz casos de violência contra bichos para milhões de usuários. Logo, é necessário que essa iniciativa sirva de exemplo para os mais jovens.

Por fim, é mister agir em relação ao assunto discutido. Destarte, as Escolas podem estimular os estudantes a refletir acerca dos impactos dos influenciadores digitais em seus hábitos de compra através de debates sobre o tema nas aulas de Sociologia com o fito de construir cidadãos mais conscientes a respeito do que consomem. Além disso, cabe a essas mesmas instituições sugerir que os alunos acompanhem perfis que tratem de temáticas importantes. Com isso, influenciadores digitais e jovens teriam uma relação menos tóxica.