O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 13/07/2021
Na Constituição Federal de 1988, conta-se a dignidade como direito de todos os jovens, sendo dever do Estado promovê-lo. Entretanto, percebe-se que tal direito não é efetivamente posto em prática, em decorrência dos impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens, situação que existe devido à falta de uma educação voltada para o espaço tecnológico e à padronização comportamental. Assim, hão de ser analisados tais fatores para mitigá-los de maneira eficaz.
A princípio, a ausência de uma educação sobre os mecanismos digitais é um dos fatores que validam a persistência da problemática. Essa lógica é perceptível na obra “Primeiras Palavras”, do autor Paulo Freire – ao anunciar que “Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para sua própria produção ou sua construção”. Nesse sentido, muitas das instituições, principalmente as escolas, não conseguem cumprir com seu papel de responsabilidade quanto à falta de uma instrução social para com o uso da internet e o acompanhamento dos “digital influencers”. Logo, evidencia-se que os jovens tornam-se susceptíveis aos efeitos negativos do meio virtual, como a manipulação do comportamento dos usuários.
Ademais, a autonomia dos indivíduos faz-se comprometida por ações dos influenciadores digitais. Segundo os filósofos alemães Adorno e Horkheimer, o conceito de “indústria cultural” está relacionado à padronização de valores transmitidos nos veículos de comunicação. Desse modo, a população jovem, cada vez mais conectada ao “ciberespaço”, ao acompanhar as tendências e os estilos de vida nas redes sociais, entram em contato com o marketing – executado por grandes empresas que financiam pessoas públicas. Nessa óptica, a padronização comportamental fomenta o consumismo e a alienação em escala global.
Torna-se evidente, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para resolver tal problemática. Nessa perspectiva, é imperiosa uma ação do Ministério da Educação, que deve promover nas escolas, aulas educativas, com profissionais da área digital, a fim de instruir os cidadãos para com o uso das tecnologias. Além disso, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, deve implementar um planejamento estratégico eficiente, por meio da criação de programas de conscientização à manipulação promovida pelas mídias, com o fito de estimular o senso crítico e evitar a alienação dos jovens. Enfim, será possível obter uma efetivação concreta na versatilidade da Constituição Federal de 1988.