O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 25/07/2021
A Revolução técnico-científico-informacional proporcionou o advento da internet e com ela maior comunicação entre os usuários, por meio dos aplicativos. Com efeito, as redes abriram caminho para o surgimento e aumento dos influenciadores digitais, pessoas que se utilizam das plataformas online para compartilhar conteúdo e gerar comportamento em quem os acompanha. Tais influencers têm impactos negativos à medida que estimulam o consumismo e tornam o jovem alienado. Isso ocorre, principalmente, em razão da falha legislativa e ausência de educação digital no Brasil.
Vale pontuar, primeiramente, a escassez de leis que normatizem a existência dessa nova “profissão”. De acordo com o filósofo Adorno, as mídias digitais são capazes de atuar como formadoras de opinião. Nesse sentido, é imprescindível uma legislação capaz de orientar a forma de atuação de influencers, visto que, eles têm a capacidade de moldar o pensamento do jovem através de suas publicações, como, por exemplo, propagando dietas fora da realidade para alcançar o corpo desejado, o qual o influenciador é a referencia desse padrão, às vezes com foto editada ou cirurgia plástica. Logo, é necessário normas que regulamentem as ações desses novos profissionais.
Somado a isso, a falta de educação digital também contribui para essa problemática. Sob esse panorama, o Brasil ainda é analfabeto digital, uma vez que minoria dos alunos tem aula de informática. Entretanto, a questão vai além de saber manusear ferramentas em um computador; é preciso conhecimento digital para que o jovem não se torne alienado perante uma sociedade midiática, que prega o consumo excessivo por meio dos diversos influenciadores digitais. Dessa forma, como idealizava Paulo Freire, é importante tornar, através da educação, o jovem crítico e reflexivo acerca dos conteúdos a que é exposto nas mídias.
Portanto, é imperioso medidas para solucionar os impactos causados pelos influenciadores aos jovens. Para isso, o poder legislativo deve elaborar um conjunto de normas, o qual descreva direitos, deveres e proibições desses novos profissionais, a fim de que eles com seu poder de influência passem a produzir conteúdos e comportamentos construtivos para a sociedade. Ademais, o governo deve democratizar o acesso a aulas de informática, bem como o Ministério da Educação tem de instituir na Base Nacional Comum Curricular o ensino baseado no método Freire na aula digital, com o fito de que a escola construa cidadãos críticos e reflexivos a respeito do que é disseminado nas redes. Assim, é possível caminhar para impactos positivos por intermédio dos influencers.