O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 13/08/2021

Conforme o sociólogo Émile Durkheim, anomia significa o mau funcionamento de algum reino moral, ou seja, um problema que dada sociedade enfrenta. De maneira análoga, percebe-se que o Brasil possui uma anomia: o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens. Diante desse cenário, isso se dá inegavelmente pelo amplo alcance digital, como também pela vida estereotipada digitalmente.

De acordo com William James, “o ser humano pode alterar a sua vida mudando a sua atitude mental”. Nessa visão, sem a devida consciência intelectual, a vasta capacidade de influência, determina a conduta que pode ser gerada pelos consumidores do “marketing”, no qual é produzido com intuito de criar o máximo engajamento possível, motivando os cidadãos a consumirem os produtos, sejam eles de boa ou má procedência. Em razão de ser um fato frequente e habitual, os indivíduos inseridos nesse panorama, tendem a estereotipar a problemática como um evento normal.

Ademais, outro fator que corrobora a anomia de Durkheim, é, a vida estereotipada nos meios digitais, expondo as marcas e um status social, com ilusões de uma vivência excelente, porém, que grande parte da população brasileira não possui acesso. Como esse estilo de vida é acompanhado por milhares seguidores digitais, as opiniões públicas geram envolvimento de empresas, como também dos consumidores. Logo, é necessária uma intervenção, para que essas circunstâncias sejam modificadas.

Portanto, algo precisa ser feito para amenizar o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens . Por conseguinte, cabe ao Ministério da educação, por meio de matérias escolares que envolvam as mídias digitais, para que evidenciem aos alunos os malefícios da interferência provocada pelos influenciadores digitais, a fim de ajudá-los com os cuidados nas comunicações tecnológicas, alertando-os sobre a vida estereotipada socialmente. Somente assim, esse problema poderá ser gradativamente erradicado.