O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 15/10/2021

Em 1988 a internet chegou ao Brasil por iniciativa da comunidade acadêmica de São Paulo. Um ano depois foi criada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia a rede nacional de pesquisa (RNP), uma instituição com o objetivo de coordenar a disponibilização do acesso à internet e mais tarde, surgiram as redes sociais, como por exemplo, o Instagram, o Facebook e, simultânea a elas, as pessoas ficaram casa vez mais dependentes de serem o centro das atenções, e por consequência, preocupam-se , excessivamente, com sua autoimagem.

Primeiramente, podemos analisar que de acordo com relatório realizado pelo ‘‘site” techtudo.com.br, o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que utilizam por mais tempo as plataformas digitais, o país apresentou uma média de 3 horas e 39 minutos de conexão nas redes sociais todos os dias. Segundo o sociólogo polonês Zygmunt Bauman “As redes sociais, são muito úteis, oferecem serviços muito prazerosos, mas são uma armadilha.” Pois o uso excessivo das redes sociais pode se tornar uma cilada e assim prejudicar a saúde mental do indivíduo, agravando casos de depressão e ansiedade.

Ademais, cabe ressaltar que nas redes sociais tudo consiste em um jogo de aparências, apresentam padrões de beleza irreais estipulados pela sociedade. Os influenciadores empenham-se em mostrar para seus seguidores uma vida perfeita. Conforme afirmou o filósofo e historiador Freedrich Schiller “Todos julgam segundo a aparência, ninguém segundo a essência.” Porque o que é apresentado pelos influenciadoes, na maioria das vezes, não condiz com realidade, já que o uso de filtros e efeitos é bastante disseminado alterando completamente a essência, porém os fãs acreditam na caricatura exibida e se comparam a ela e se julgam inferiores.

Portanto, para que seja possível mitigar os impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens, cabe a todas as esferas do poder público em parceria com os meios midiáticos investirem em campanhas e palestras, nas quais psicólogos poderão explicar a importância da aceitação da própria imagem de cada indivíduo. Dessa forma, valorizar-se-ia cada ser humano pelo que ele é, e não por uma imagem fictícia criada pelas redes sociais.