O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 08/11/2021

A partir da Terceira Revolução Industrial, iniciada na década de 1950, a tecnologia se tornou um elemento do cotidiano. Nesse sentido, a construção da sociedade atual foi baseada em moldes tecnológicos que alteraram os padrões de consumo e de emprego. Com isso, o avanço de tal modelo compreendeu o surgimento dos influenciadores digitais, os quais persuadem os jovens ao fortalecer a alienação individual e a ilusão dos padrões de vida.

Primeiramente, salienta-se que os influenciadores digitais possuem grande poder de indução. Dessa forma, tal grupo propaga sua identidade material - por meio de produtos - como ferramenta mercadológica, o que pode gerar, progressivamente, a perda de identidade com a massificação de pensamento. Essa análise foi retratada pelo sociólogo Erving Goffman no conceito de “Mortificação do Eu”, em que o comportamento individual se torna alienado pela da força coercitiva das mídias digitais. Assim, percebe-se que o indivíduo perde sua escolha diante da influência do meio virtual.

Além disso, é notável que os blogueiros retratam a vida perfeita - com fama, luxo e viagens - que inexiste na prática. Nesse sentido, diversos jovens associam tal realidade à pessoal, o que gera um sentimento de inadequação e inferioridade. Essa análise vai de encontro a ideia do filósofo Sartre ao constatar que a contemporaneidade apresenta ilusões que afetam a esfera pessoal e coletiva. Evidencia-se, então, que os influenciadores digitais aprofundam estéticas segregadoras.

Portanto, ações são necessárias para resolver tal problemática. Para isso, a escola, como entidade formadora do intelecto crítico, pode desenvolver estratégias informativas por meio de aulas interdisciplinares, com professores de sociologia e filosofia, a fim de romper as ilusões virtuais. Ademais, a família pode promover diálogos com os filhos com o intuito de  expor a responsabilidade atual das práticas consumistas. Com tais medidas, os jovens poderão sair do estado alienante proposto por Sartre.