O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 08/11/2021

“Uma injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à jusiça em todo lugar” de Martin Luther King. Em consonância com a frase do ativista, está a realidade de alguns jovens brasileiros que sofrem grandes impactos em sua formação por conta de influenciadores digitais, e predominantemente negativos. Nesse viés, apresentam-se dois obstáculos para atenuação desse problema: alienação que resulta em autoestima baixa e as consequência futuras que isso pode acarretar.

Em primeiro lugar, diversos jovens vêem nos seus ídolos a imagem que queriam para eles mesmos, sem se atentarem que a realidade do outro pode não coincidir com a própria, assim, começam a procurar formas de alterar o corpo, afim de alcançar algo muitas vezes inalcançável. É possível citar a série americana “Ginny e Georgia”, a qual é cabível ao contexto, já que uma das personagens por ter pernas grossas começa a prendê-las com fita crepe, ao começar a seguir uma modelo com pernas finas. Assim, dependendo da influência e de sua proporção pode até afetar a saúde física e mental da influenciada.

Em consequência, por almejarem algo que é, em sua maioria, impossível acabam por ter uma saúde mental fragilizada, assim, desenvolvendo inseguranças em todos os âmbitos da sua vida, sociais ou profissionais. Com isso, até geram doenças como bulimia e depressão, que podem culminar no suicídio. Dessa forma, numa sociedade, na qual cerca de 90% dos jovens são diariamente influenciados por famosos, de acordo com a pesquisa realizada por Youpix, é imperativo uma reversão nesse quadro.

Mediante o panorama exposto, o Governo Federal, como órgão de instância máxima administrativa, junto com o Ministério da Educação, deve atuar a favor dos adolescentes brasileiros, por meio de ações efetivas, como palestras em escolas, nas quais ensinem que nem tudo na internet mostra a realidade, assim, garantindo que mais jovens não sofram inseguranças com o próprio corpo. Além disso, por meio dos mesmos agentes anteriores, é indispensável a criação de uma lei que obrigue todas as escolas a investirem em profissionais que possam ouvir os problemas psicológicos dos alunos e ajudá-los a enfrentá-los. Perante isso, visando um futuro com jovens mais confiantes e uma realidade coerente com a frase do ativista.