O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 21/01/2022
O livro “1984”, de George Orwell, apresenta o personagem antagonista “O Grande Irmão”, um líder de um governo totalitário, que através de discursos, influencia a população e a torna apoiante de um regime ditatorial. Nesse contexto, com o avanço da globalização, a internet está inserida na formação da juventude e a disseminação descontroloda dos chamados “influencers” intensifica um esteriótipo estético e social que prejudica o desenvolvimento desses jovens, tornando-os suscestíveis à distúbios de imagem e consumismo exarcebado.Logo, deve-se discutir sobre estes problemas.
Consonante a isso, vale ressaltar que a hiperexposição desses influenciadores digitais cria o que Guy Debord chama de “sociedade do espetáculo”, o sociólogo francês afirma que tal sociedade privilegia a aparência em relação ao ser.Desse modo, os jovens buscam incessantemente por uma imagem similar a que é vista nas mídias sociais, como efeito disso, desenvolvem transtornos alimentares, que de acordo com OMS (Organização Mundial da Saúde), 10% dos adolescentes brasileiros sofrem destes distúbios. Portanto, vê-se que tal problemática prejudica na saúde de mais de 5 milhões brasileiros.
Além disso, é importante mencionar que os “influencers” vendem um estilo de vida de elitista que é cobiçado por muitos jovens, que em busca desse padrão social, tornam-se consumistas.Essa estratégia de venda baseada em um padrão de vida é analisada pelos pensadores da Escola de Frankfurt, afirmando que existe um meio de dominação capitalista - no caso, as redes sociais - que é responsável pela estagnação crítica do jovens levando ao consumismo exagerado de produto supérfluos. Logo, assim como “O Grande Irmão” influenciou a população no livro “1984”, os jovens influenciados se tornam apoiadores de um estilo de vida que não é saudável.
Diante do exposto, infere-se que os influenciadores digitais impactam na saúde mental e formação crítica dos jovens. Logo, cabe ao Ministério da Saúde, através das redes sociais - meio de comunicação mais utilizado pelos jovens - criar uma campanha que forneça informações sobre os transtornos alimentares e forneça ajuda psicológica aos que sofrem destes distúrbios.Outrossim, é essencial que Ministério da Educação insira a “educação midiática” na Base Nacional Comum Curricular para que esta seja ensinada nas escolas. Dessa maneira, é possível amenizar impacto negativo dos influenciadores digitais na formação dos jovens.