O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 07/03/2022
Recentemente, um jornal português noticiou, com preocupação, que as crianças portuguesas estavam falando “como brasileiros”. De acordo com o jornal, a mudança no linguajar é ocasionada pelo tempo em que esses jovens passam assistindo blogueiros brasileiros. Por certo que, além do sotaque, os influencers afetam aspectos culturais e padrões de consumo. Portanto, o acesso aos mesmos deveria ser supervisionado pelos pais.
No Brasil, segundo uma pesquisa da Youpix, 90% dos jovens alegaram que já fizeram compras com base nas dicas de blogueiros. Ou seja, o financiamento dos influencers por parte dos vendedores de produtos é uma tendência que tem se mostrado lucrativa. Inquestionavelmente, são as empresas que, nos bastidores, se aproveitam dos influencers para divulgar suas mercadorias em uma mídia nova e de difícil regulação.
Nesse sentido, são os pais e responsáveis que precisam controlar a exposição dos jovens a esses blogueiros. Em concordância, o psiquiatra e influencer Ítalo Marsili não permite que nenhum dos seus filhos tenha acesso à internet. Mesmo que essa medida pareça extrema, ele alega que o cérebro das crianças está em formação, por isso, é um período da vida que exige cuidados adicionais.
Em suma, os pais precisam selecionar as influências que os filhos recebem. Para isso, os responsáveis deveriam fiscalizar o acesso à internet das crianças por meio da inspeção do histórico de buscas no smartphone/computador dos jovens. Ademais, deveriam avaliar os blogueiros que estão sendo seguidos pelos pequenos. Dessa forma, será possível proteger a nova geração de ter sua cultura definida por pessoas externas ao seio familiar.