O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 11/03/2022
Os influenciadores primário dos jovens são os indivíduos com o qual ele convive. Em geral, esses são seus familiares como pais e avós. Porém, com as redes sociais os exportadores de comportamento ganharam espaço e trouxeram impactos para a formação de crianças e adolescentes. Os efeitos disso podem ser sentidos pela criação de falsas necessidades numa sociedade com com analfabetos.
Nesse sentido, influenciadores digitais pertencem ao ramo de profissão autonômo e uma de sua função é trazer novidades ou expor sua vida em troca de seguidores. Isso engaja propostas de marketing que permite o influenciador se sustentar financeiramente. Entretanto, essas propostas trazem consigo o poder sobre as escolhas do outro, que por ter conquistado seus seguidores acabam por o copiar. Nessa lógica, o sociólogo Hebert Marcuse argumenta sobre o efeito negativo desses estímulos a capacidade crítica dos indivíduos. Assim, seguir um exportador de comportamento digital pelos jovens pode incutir neles comportamentos irracionais como a mera vontade de ter algo porque o influenciador tem.
Além disso, cabe destacar que há uma tendência, confirmada por uma pesquisa conduzida pelo Reino Unido, de as crianças ganharem smartphones cada vez mais cedo. Isso tráz sérias consequências para os jovens brasileiros, pois no país cerca de 11 milhões de pessoas são analfabetas. Dessa maneira, a falta de uma educação que ajuda na formação do pensamento crítico em pais que fazem parte desses milhões tornam os seus filhos vulneráveis aos influenciadores digitais e isso acarreta problemas futuros.
Portanto, os pais e familiares devem fiscalizar o que seus jovens assistem por seguir os influenciadores que permeia a realidade dos juvenis, de forma a analisar os conteúdos e realizar restrição ou aconselhamento com a intenção de contribuir para a formação crítica deles. Ademais, cabe ao Ministério da Educação implantarem políticas públicas que acabem com o analfabetismo por meio do direcionamento de verbas para pesquisas e alfabetização para que, dessa forma, ajude no desenvolvimento da racionalidade crítica do povo brasileiro.