O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 07/05/2023

Durante o período da Grécia Antiga, o filósofo Sócrates foi condenado à morte por influenciar significativamente a mentalidade dos jovens de sua época. Paralelamente, na contemporaneidade, os influenciadores digitais impactam diretamente na formação dos jovens, mas nem sempre esse público recebe um conteúdo de criticidade ou pensamento intelectual, e sim um conteúdo que não está pautado em valores éticos. Tal problemática gera conteúdos nocivos, os quais, aliados à falta de fiscalização dos pais comprometem a formação do menor.

A princípio, é válido ressaltar que a mídia, através dos influenciadores digitais, podem manipular um público sem maturidade para o consumo, desenvolvendo comportamentos nocivos como o consumismo. Tal imaturidade, se deve ao estado que o filósofo iluminista Immanuel Kant denominou como menoridade intelectual, em que o indivíduo é incapaz de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outrem. Nesse contexto, esses jovens que não têm uma criticidade formada, são seduzidos a adotar as atitudes do influenciador comprometendo, assim, a formação desses em sociedade.

Além disso, a ausência dos pais no monitoramento do conteúdo que os filhos acessam é um fator que corrobora para influência sofrida pelos menores. No entanto, está previsto no Artigo 205 da Constituição que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa e seu preparo para o exercício da cidadania. Nesse sentido, a ação dos pais de alienar o dever de educar as crianças aos influenciadores digitais, é não só, uma atitude antiética, como vai contra o que está previsto na Constituição.

Portanto, para lidar com os impactos dos influenciadores, seus conteúdos nocivos e a falta de fiscalização dos pais, é necessário enfrentar esse cenário. Assim, cabe ao Ministério da Educação, por meio de mídias televisivas (como Globo, Record e SBT), promover campanhas de conscientização, a fim de incentivar os pais a saberem os conteúdos que seus filhos acessam e, consequentemente, impedirem o acesso a conteúdos que julgarem nocivos. Só assim, será possível garantir a formação ética dos jovens que são o futuro da sociedade.