O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 01/05/2023
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os cidadãos o direito ao respeito e ao bem-estar. Entretanto, em razão do impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, nota-se que esse pressuposto é inadequadamente empregado no Brasil, o que configura um problema a ser resolvido. Sendo assim, torna-se necessário não somente examinar a inoperância das instituições de ensino no que se refere à falta de incentivo a formação de pensamento crítico próprio do discente, mas também o vício causado pelo marketing nas redes sociais como fatores ligados à problemática em questão.
Mormente, a ineficiência dos centros educacionais perante a ausência de estímulo intelectual crítico do aluno compactua com uma maior influência dos famosos sobre o estabelecimento de um único ponto de vista aceito por várias pessoas. Segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”. Nesse contexto, a carência de meios para a promoção do desenvolvimento de ideais do indivíduo forma pessoas incapazes de pensarem por si próprias. Desse modo, é imprescindível que as escolas ofertem debates de temas efetivos para que seja possível proporcionar ao estudante a ampliação de sua visão sobre determinadas situações.
Ademais, o vício causado pelo marketing digital contribui para um maior impacto dos influenciadores na formação dos jovens. De acordo com o documentário “O Dilema das Redes”, a tecnologia tornou-se um vício e um meio de manipulação. Com base nesse viés, o marketing digital tornou-se uma ferramenta de manipulação, dado que sua forma de interação chama a atenção do indivíduo recorrentemente de uma maneira pertinente, logo, gera-se um vício nas redes. Dessa maneira, é fundamental o desenvolvimento de campanhas de conscientização sobre o uso das mídias sociais.
Portanto, a fim de diminuir o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens, faz-se necessário que o Estado, que tem o papel de promover o bem comum, proponha às escolas temas para a oferta de debates educacionais e estabeleça campanhas de conscientização sobre o uso das redes, por intermédio de investimentos na educação e em publicações de alto alcance.