O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/09/2023
Na obra “O Cidadão de Papel”, o Jornalista Gilberto Dimenstein critica o senso crítico da sociedade, o que se carece atualmente. Sob esse viés, a crítica da obra sobredita se aplica no contexto nacional quanto a grande influência que os produtores digitais possuem, pois é uma questão a ser solucionada. Logo, é necessário medidas para solucionar o impasse, que é motivado pelo poder de persuasão e pela publicidade enganosa que ocorre nas mídias.
Em primeiro lugar, constata-se a banalização da sociedade como uma das causas do poder que os influenciadores digitais possuem sobre os adolescentes no País. Nesse contexto, a filósofa Hannah Arendt criou a expressão “Banalidade do Mal”, a qual diz respeito ao fato de que as pessoas estão normalizando as mazelas sociais, de modo a torná-las banais. Nessa ótica, tal teoria é constatada no contexto brasileiro, uma vez que parte da população acredita fielmente no que os produtores de conteúdo dizem, o que acarreta em problemas muito sérios como na época do jogo “Baleia Azul” onde ocorria 50 desafios e o último resultava na pessoa acabar com a respectiva vida. Dessa forma, devido à normalização desse impasse, a problemática é agravada no meio social.
Ademais, a carência de discussões acerca do impacto dos influenciadores com os adolescentes e jovens adultos é um dos motivadores do impasse. Nesse sentido, segundo o sociólogo Karl Marx, em sua teoria do “Silenciamento dos Discursos”, alguns temas são omitidos na sociedade a fim de se ocultar as mazelas sociais. Sob essa perspectiva, na sociedade brasileira contemporânea, a visão do autor pode ser aplicada quanto as publicidades enganosas, porquanto o assunto pouco é debatido no âmbito midiático, o que acarreta a manutenção do problema no País e fazer as pessoas consumirem um produto na qual não é realmente o que está sendo anunciado.
Portanto, faz-se necessario ações para conter a má influência dos produtores digitais em relação aos jovens. Para tanto, o Governo Federal em conjunto do Ministério da Educação, crie debates, palestras e campanhas nas escolas, a fim de conscientizar e instruir as crianças e adolescentes. Assim, a realidade se destoará da obra de Dimenstein.