O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/09/2023
A onda tecnológica da era digital impactou uma mudança do cenário mundial em relação ao trabalho, possibilitando o surgimento de novos empregos baseados no uso da internet e das redes sociais, como os “influencers”. O termo proveniente do inglês pode ser traduzido para “influenciadores”, o que descreve o principal objetivo da profissão: utilizar-se de fama para exercer propaganda sobre produtos/serviços e outros. Com efeito, existe uma preocupação relacionada às repercussões do conteúdo gerado por esses profissionais na formação dos jovens.
Por nascerem imersos na inovação, depreende-se que os mais novos, mesmo contemplando uma fluência dos meios digitais, ainda estão sujeitos à manipulação durante sua fase de amadurecimento. Inclusive, pelo uso excessivo dessa tecnologia desde cedo. Portanto, é preciso que seja formado, adjunto da linguagem eletrônica, o pensamento crítico, para discernir desinformação, propagandas enganosas e discursos nocivos.
Contudo, essa não é a realidade. Analisa-se no país um microcosmos da “globalização perversa” descrita por Milton Santos, onde aqueles que detém maior poderio do veículo comunicativo disseminam seus ideais — sejam propagandísticos, religiosos ou políticos — se aproveitando da desigualdade para alcançar seus objetivos. Pois, a alta acessibilidade com a preparação inadequada para lidar com a massa de dados cria um cenário de alienação populacional. Por exemplo, recentemente foi lançada a linha de produtos da “influencer” Virginia Fonseca, que foi recomendada por diversas celebridades de grande audiência, porém duramente criticada por sua qualidade pelo público. Ou seja, o trabalho foi utilizado como meio para divulgar cosméticos através de uma figura carismática para induzir a compra de um produto, desconsiderando suas características e mascarando as resenhas negativas.
Dessarte, o Ministério de Comunicações — responsável por políticas midiáticas no país — por meio das redes sociais, deve criar panfletos e “posts” que incitem a construção de um pensamento crítico sobre informações na internet, a fim de evitar que os jovens sejam condicionados à reprodução de comportamentos e falas apenas por causa de uma celebridade.