O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 19/09/2023

O filme, “WALL-E”, retrata a alienação dos indivíduos que ficam a mercê dos meios digitais e seus mandantes por trás. Sob esse viés, a crítica do filme é verificada na questão do impacto dos influenciadores digitais nos jovens, uma vez que os indivíduos consomem conteúdo gerado por esses influenciadores de forma deliberada, o que ocasiona na afronésia e discernimento do certo e errado, se tornando influenciáveis. Nesse sentido, observa-se um delicado problema com contornos específicos, que tem como causas o silenciamento e a lógica capitalista.

Nesse ínterim, em primeira análise, a falta do debate é um desafio presente na problemática. Isso ocorre porque a máquina estatal consoante o sociólogo Bauman, tornou-se uma instituição “zumbi”, ou seja, ao não ensinar a cerca dos prejuízos de vozes influentes na internet, que acabam transmitindo valores superficiais, promovem esteriótipos prejudiciais e envolvimento nas notícias falsas, o Estado perde sua função de instruir e cuidar dos brasileiros, concebendo a desinformação da maioria dos brasileiros. Por conseguinte, urge tirar esse estado de “zumbi” como aponta o pensador.

Em paralelo, é imperativo ressaltar a priorização de interesses financeiros como promotor do problema. De acordo com Karl Marx os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Partindo desse pressuposto, é nítido que os influenciadores se mostram tão absortos em lucros financeiros, fama e visibilidade, que utilizam de ferramentas para a mudança na mente dos jovens, vilipendiando todo o resto. Tudo isso retarda a solução do empecilho, já que a influência errônea do capitalismo contribui para esse quadro deletério. Sendo assim, inverter a lógica e colocar os diretos humanos em primeiro lugar é urgente.

Dessarte, é inevitável intervir sobre o problema. Para isso, o Poder Público deve investir em informações sobre a supervalorização dos mandantes virtuais, através de verbas, a fim de suprir a supremacia de interesses mercadológicos. Ademais, é cabível que palestras sejam feitas em escolas para a conscientização. Tal ação pode, ainda, ser divulgada nas mídias de massa para que a população tome conhecimento. Paralelamente, é preciso intervir sobre o silenciamento presente. Dessa maneira, o Brasil poderá ter menos “alienados”, como aponta o filme.