O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 19/09/2023

O uso da figura de uma pessoa como influência para uma população data desde os primórdios da humanidade. No contexto atual, é inegável que os ditos influenciadores digitais dominaram as redes sociais nos últimos anos, em especial na vida dos jovens. No entanto, há muita falta de responsabilidade tanto por parte do “influencer”, quanto de seus seguidores. Além de desinformação e propagandas enganosas, essa relação tem potencial de causar diversos problemas psicológicos em ambas as partes. Portanto, a sociedade deve compreender as consequências dessa relação e seus resultados na formação dos jovens.

Neste contexto, o filósofo e antropólogo Edgar Morin, no livro “Cultura de Massas do Século XX”, sugere que as celebridades têm uma caracterísitca olimpiana - como na Mitologia Grega - ou seja, são quase que endeusadas por seus seguidores. Essa relação leva a, muitas vezes, uma busca incessante pela vida vivida pelo “influencer”, esta a qual dificilmente reflete a realidade. Muitas vezes esse estilo de vida pode ser chamado de “positividade tóxica”, onde as pessoas tornam-se eternamente insatisfeitas, não percebendo as diversas outras formas de alcançar a felicidade. Dessa forma, o impacto desse fenômeno na vida dos jovens é especialmente perigoso, afetando diretamente seu desenvolvimento cognitivo e psicossocial.

Exemplificando, há influênciadores como Felipe Neto, que com suas dezenas de milhões de seguidores em diversas redes sociais, está presente na vida de muitos jovens diariamente. No entanto, periodicamente, expressa suas opiniões de forma irresponsável, impondo ideias na cabeça de milhões de jovens ingênuos que não tem capacidade de interpretá-las a ponto de tirar suas próprias conclusões. Ainda assim, é claro que existem inúmeros influênciadores positivos, que expressam ideias de forma subjetiva, deixando a interpretação para cada indivíduo.

Desse modo, tendo em vista a problemática apresentada, é necessário conscientizar os próprios “influencers” sobre seu poder sobre seus seguidores, e vice-versa, além de possíveis campanhas sobre o perigo de seguir cegamente figuras da internet. Assim, será possível diminuir os impactos dos influenciadores digitais na formação dos jovens.