O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 18/09/2023
Segundo Immanuel Kant, a sociedade tende a ser o que a educação faz dela. Sob essa ótica, é necessário analisar e garantir que a propagação de informação aos jovens seja devidamente administrada, a fim de assegurar que o meio social futuro não seja induzido negativamente. Todavia, ao compreender a forma de atuação dos influenciadores digitais no meio infanto-juvenil, tal controle não é realizado e merece um olhar mais crítico de enfrentamento.
Em primeira análise, é plausível compreender que a sociedade contemporânea corrobora a problemática ao ser passiva acerca do marketing irrestrito das grandes empresas no cenário digital através dos influenciadores. Tal atitude assemelha-se ao que é apresentado na obra Modernidade Líquida, do sociólogo Zygmunt Bauman, que discute acerca do desinteresse social por parte da população no que diz respeito aos problemas vividos. Portanto, nesse cenário, a grande propagação do consumo em massa e dos padrões de beleza, que ao serem apresentados livremente aos jovens, podem acarretar o desenvolvimento de doenças como transtorno de compra compulsivo e ansiedade.
Outrossim, a ineficiência estatal compromete a harmonia coletiva de forma considerável. No que diz respeito a isso, o filósofo Aristóteles conceitua a política como ciência que deve garantir a felicidade individual e coletiva de toda a população. Entretanto, a definição apresentada não é efetivamente aplicada ao Brasil, considerando que o Estado não restringe as ações dos influenciadores e marcas, bem como não controla a forma com que as mesmas afetam a formação dos jovens. Dessa forma, deixando os jovens sujeitos aos interesses dos grandes empresários, ignorantes ao contentamento dos cidadãos, visando apenas o lucro.
Sob esse viés, cabe, por conseguinte ao Ministério da Comunicação, garantir que a população adulta reconheça a necessidade do controle do acesso dos jovens ao meio digital e os problemas que a falta dele pode causar, através de propagandas digitais e televisas financiadas pelo próprio Ministério. Ademais, cabe ao mesmo órgão público associar-se ao Poder Legislativo e determinar limites as atuações dos influenciadores digitais, através de ementas as leis vigentes. Assim, garantindo a segurança na formação dos jovens mesmo no meio digital.