O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens
Enviada em 14/09/2023
Virgínia Fonseca, empresária e influenciadora digital brasileira, divulga um estilo de vida repleto de fama, realizações de sonhos e glamour, inalcançável para qualquer um. Todavia, apesar de retratada na internet, o impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens ultrapassa as telas dos celulares e assombra a vida do brasileiro hodierno. Portanto, é necessário analisar como a valorização de ideais rasos atrelada à falta de responsabilidade midiática contribuem para esse cenário.
Nessa perspectiva, pode-se pontuar a valorização de ideais rasos como primeiro agravante. Isso ocorre uma vez que muitos influenciadores não se preocupam em criar um propósito em prol da evolução social, mas em valorizar uma ilusão na qual “ter” é mais importante que “ser”, tendo uma vida baseada no dinheiro, status social e bens materiais. A título de comprovação, vale utilizar como exemplo blogueiras como as Kardashian’s, que exploram a “cultura da felicidade”, onde se idealiza uma vida sem problemas e situações desafiadoras. Como consequência, os jovens podem se sentir fracassados e vazios por não viverem a mesma realidade, podendo gerar transtornos mentais como depressão, ansiedade e bulimia.
Outrossim, deve-se destacar a falta de responsabilidade midiática como segundo agravante. Sabendo que as blogueiras recebem produtos gratuitos em troca de uma divulgação positiva ou são pagas para isso, nota-se que, com frequência, sequer são sinceras em suas opiniões. De acordo com o site Metrópole, os influenciadores têm efeito direto nas decisões, opiniões e estilo de vida alheia. Consequentemente, seus seguidores são manipulados e enganados, comprando para se manter em tendências irreais e fúteis.
É inaceitável, portanto, que a problemática supracitada permaneça na sociedade. A fim de conscientizar e minimizar a influência negativa da mídia em relação à saúde mental e manipulação da sociedade, o governo, unido ao Ministério da Educação, deve fornecer conhecimento do Código de Defesa do Consumidor, que possibilita que o influenciador responda por eventuais danos, e debater a vida ilusória divulgada na mídia, por meio de palestras e aulas de saúde mental nas escolas. Assim, o jovem brasileiro deixará de estar em apuros e viverá de forma evoluída.