O impacto dos influenciadores digitais na formação dos jovens

Enviada em 25/09/2024

O livro “Cidadão de Papel”, escrito por Gilberto Dimenstein, evidencia que é dever do Estado garantir o bem-estar social. Todavia, esse conceito é violado no Brasil, dado que há um impacto negativo dos influenciadores digitais nos jovens do país. Logo, pode-se afirmar que a negligência estatal e a educação lacunar agravam esse quadro.

Nesse viés, a inoperância governamental está intimamente ligada a esse revés. Diante disso, conforme Djamila Ribeiro, ilustre filósofa brasileira, para solucionar uma problemática, é preciso torná-la visível. Por essa lógica, ao se omitir da responsabilidade com a falta de políticas públicas efetivas, como campanhas informativas sobre o preocupante cenário de impacto dos influenciadores digitais na mocidade, o Estado contribui para a continuidade dessa mazela. Consequentemente, por falta de visibilidade, os jovens têm o comportamento moldado por influenciadores digitais.

Ademais, a educação deficitária é um sério agravante. Acerca disso, segundo o educador Paulo Freire, ninguém luta pelo que não entende. Nessa óptica, as redes de ensino básico falham em democratizar a informação para combater embaraços, em virtude de não haver palestras frequentes que incentivem os alunos a compreenderem a importância do pensamento crítico, mesmo diante da vastidão de influenciadores digitais. Dessa forma, os alunos se transformam em jovens facilmente persuadidos no meio digital, uma vez que, durante toda a formação escolar, não houve o devido entendimento da importância do pensamento próprio, o que reverbera na replicação de comportamentos nocivos vistos nas redes sociais de famosos, como o ato de fumar.

Portanto, cabe ao governo federal — em função de ser o promotor do bem-estar social — solucionar esse problema. Isso ocorrerá por meio da contratação de especialistas no incentivo do pensamento crítico que, respectivamente, elaborarão campanhas educacionais para todos os jovens do Brasil e palestras nas escolas pertencentes ao território nacional, tanto da rede pública quanto da particular, para que, enfim, essa temática seja remediada.