O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 24/08/2025

No documentário “Big food: o poder das indústrias dos ultraprocessados”, analisa os impactos das corporações de alimentos ultraprocessados na saúde pública. Sob esse viés, nota-se o mesmo padrão de consumo no que condiz aos efeitos do consumo de alimentos processados de forma intensiva no cenário brasileiro. Assim, é importante afirmar como causas da problemática a tática capitalista e a omissão governamental.

A princípio, é preciso salientar que a sobreposição dos interesses empresariais é uma causa latente no entrave. Conforme Bauman, filósofo polonês, os valores da sociedade estão sendo colonizados pela lógica de mercado. Nesse sentido, é notório que as grandes empresas estão cada vez mais preocupadas no seu faturamento do que no efeito que os seus produtos podem gerar a longo prazo. Diante disso, percebeu-se as estratégias estimulantes nas embalagens dos produtos e no preço mais acessível nas prateleiras ocasionando um estímulo ao consumo desses ultraprocessados. Logo, é crucial reverter essas táticas das empresas do ramo alimentício.

Além disso, outra configuração para o impasse está na negligência estatal. Segundo Aristóteles, filósofo grego, a política deve ser estimulada pelos homens a fim de atingir o equilíbrio social. Diante do exposto, é perceptível que o governo não investe em estratégias de conscientização da população sobre as práticas de consumo de alimentos industrializados, isso torna a camada mais baixa da sociedade suscetível à adesão desse consumo nocivo e podendo gerar doenças graves no decorrer da vida.

Portanto, é imprescindível uma intervenção pontual no que tange aos impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Desse modo, urge que o governo crie propagandas de cunho informacional, por meio de canais abertos, com o intuito de conscientizar a população sobre consumo de alimentos industrializados e suas consequências. Tal ação contará com a parceria de empresas que irão investir em alimentos mais saudáveis e com preços mais acessíveis. Feito isso, os interesses do Estado e das empresas colidiram em um mesmo objetivo.