O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 28/08/2019

De acordo com Sócrates, quem procura a saúde deve estar disposto a abster-se primeiro, das causas das doenças. Neste sentido, o consumo de alimentos ultraprocessados tem se mostrado pernicioso à saúde da população brasileira seja por favorecer o sobrepeso seja por elevar as chances de problemas cardiovasculares.

Primeiramente, porque o consumo ultraprocessados contribui para o expansão da obesidade. Isso porque, segundo o pesquisador Carlos Monteiro, durante a fabricação são adicionadas substâncias como gorduras e açúcares, o que aumenta o valor calórico em detrimento do nutricional. Somando-se a isso o fato de que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a maior parte dos adultos com sobrepeso moram nas grandes cidades, com fácil acesso aos industrializados, o que estimula a opção pela praticidade dos fabricados ao invés de soluções alimentares mais trabalhosas e nutritivas.

Ademais, comidas ultraprocessadas causam doenças cardíacas e vasculares. Prova disso é que pesquisas do Jornal Britânico de Medicina relacionaram que um índice de 10% de participação desses alimentos na dieta, acresce em 12% a chance de problemas cardiovasculares. Deste modo, o incentivo do uso de comidas pouco ou sem nenhum processamento industrial se mostra benéfico na formação de uma sociedade com melhores condições de saúde.

Sendo assim, é necessário que o governo em parceria com o Ministério da Saúde, financie projetos educacionais, através de ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates entre pesquisadores, médicos e a sociedade. Nesse sentido, o intuito de tal medida deve ser o diagnóstico das dificuldades em produzir e consumir alimentos pouco processados, e a diminuição de seu uso no cotidiano culinário. Ação que iniciada no presente é capaz de modificar o futuro de toda sociedade brasileira.