O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 17/09/2019

Com a primeira Revolução Industrial do século XVIII, a vida de muitas pessoas foi alterada. A alimentação que até então se dava por meios pecuários e agrícolas, tornou-se industrializada e ultra processada após este período. No entanto, três séculos se passaram e apesar do mundo globalizado, repleto de conhecimento ter se desenvolvido em todas as áreas, principalmente no que diz respeito à descoberta de malefícios contra a saúde humana , hoje, no auge da Revolução 4.0, as iguarias ultra processadas ainda fazem parte do padrão de vida dos brasileiros, que não apenas ocasiona em diversos danos ao organismo, mas também provoca um distanciamento entre o homem e a natureza.

Os alimentos processados, constituem a maioria. Ao descascar e refrigerar uma fruta, por exemplo, parte de suas propriedades já foram percas nesse movimento, ainda que poucas.Porém, ao ultra processar uma fruta, como, suco em pó, salgadinhos e biscoitos recheados, basicamente não contém fontes nutritivas advindas do alimento natural em si, mas sabor, textura e aromas produzidos artificialmente em laboratórios com o objetivo de aumentar o prazo de validade e agradar a população ao serem práticos para o consumo.Todavia, são ricos em sódio, açúcares e gorduras trans, lipídeo muito perigoso por provocar aumento do colesterol, maior risco de AVC e infarto - além de carência nutricional, uma vez que ao ingerir esses alimentos mascarados,os naturais serão deixados de lado.

Além disso, as novas gerações estão sendo inseridas naturalmente nesse ultra processo industrial, em que crescem com o pensamento de que o local que provém alimentos são os mercados, que o leite vem da caixinha, os sucos de saquinhos, as carnes de embalagens refrigeradas, muitas vezes no caso das crianças nem sabem que aquilo já foi um animal. Com isso, as casas não têm mais hortas, nem pés de frutas e os biscoitos e pães não são mais caseiros. Logo, como consequência deste feito, é possível analisar a extinção gradual do homem com a natureza, que futuramente não lutará na defesa de causas naturais, como perda de biomas, florestas e desmatamentos, haja vista que não terão a dimensão de que toda a fonte de alimento necessária à vida humana vem da terra e não das prateleiras mercantis.

Diante dessas condições, medidas devem ser tomadas. Assim sendo, a mídia junto ao Governo Federal, devem alertar a população sobre a importância de consumir alimentos naturais, por meio de campanhas nas televisões que taxem os problemas dos ultra processados, para que as pessoas tenham conhecimento para fazer suas escolhas alimentícias de forma saudável. Ademais, cabe às prefeituras de cada município, promover feiras mensais que vendam alimentos naturais, plantas frutíferas, hortaliças e que mostrem a retirada do leite e dos ovos, a fim de incentivarem à sociedade a não se desvincular da natureza e voltar ao padrão de consumo alimentar anterior à industrialização.