O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 09/09/2019
A alimentação adequada é um direito proposto na Constituição de 1988. No entanto, o alto consumo de alimentos ultraprocessados pelos brasileiros evidencia a negligência do Estado a esse respeito e isso representa um grave problema de saúde pública ser superado pela sociedade.
A princípio, a garantia do direito à saúde é negligenciada pelo Estado o que pode ser evidenciado pela permissão da venda de alimentos ultraprocessados contendo elevadas quantidades de açúcar, sal, gordura e outros componentes nocivos à sáude. Tais atitudes tem um alto custo para os cofres públicos e para os indivíduos em decorrência dos gastos no tratamento de doenças resultantes da má alimentação. Nesse sentido, a promoção da saúde implica em maior atuação do Estado na liberação de alimentos para o consumo.
Neste contexto, o aumento da ingestão de “fastfood” e a diminuição do consumo de alimentos in-natura têm consequências prejudiciais à sáude. Segundo o Ministério da Saúde, o consumo de frutas, verduras e legumes está aquém do recomendável. Desta forma, as alterações no padrão alimentar brasileiro que aconteceram nas últimas décadas são prejudiciais, uma vez que, podem contribuir de forma incisiva para o desenvolvimento de doenças crônicas e degenerativas como diabetes e hipertensão arterial. Assim, a manutenção da saúde depende de mudanças nos hábitos alimentares.
Diante do exposto, a garantia da saúde depende da diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados. Para isso, é necessário que o Estado atue de forma eficaz por meio de leis que limitem a quantidade dos ingredientes que podem ser nocivos à saúde, alertando os consumidores com informações a esse respeito nas embalagens dos alimentos. Também é fundamental, que os postos de saúde promovam oficinas de reeducação alimentar envolvendo a preparação de receitas saudáveis. Somente com educação para o consumo adequado e com a atuação eficaz do Estado a saúde será de fato garantida.