O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 29/08/2019

No filme “Tá Chovendo Hambúrguer”, Flint Lockwood cria uma máquina capaz de transformar água em comida. Entretanto, ela ruma para o céu e, repentinamente, começa a lançar hambúrgueres - de modo a prejudicar o povo da cidade de Boca Grande. Não distante, percebe-se, fora da ficção, o lançamento de alimentos ultraprocessados à população brasileira. Diante disso, é importante analisar suas causas e consequência.

Em primeiro plano, é importante discutir os fatores que levam os brasileiros a consumirem tais produtos. Com o advento da Revolução Industrial, houve uma enorme migração do campo para os centros urbanos. A partir disso, nota-se uma alteração no ritmo das sociedades, agora, aceleradas. Logo, muitos cidadãos preferem “perder tempo” com outras atividades a prepararem suas próprias refeições - recorrendo, assim, para os chamados “fastfoods”.

Dessa maneira, o indivíduo, aos poucos, altera seu estilo nutricional - uma vez que os ultraprocessados apresentam baixa qualidade nutritiva. Nesses alimentos, contêm altas quantidades de sal, gordura e açúcares - contribuindo, dessa forma, para o aparecimento de doenças crônicas e aumento nos casos de obesidade. Para confirmar, a pesquisa feita pelo Ministério da Saúde mostra que a população obesa, no país, passou de 11,8% para 18,9% entre 2006 e 2016, por causa do consumo elevado desses produtos.

Portanto, fica claro que medidas precisam ser tomadas para mitigar o consumo de ultraprocessados. Então, a Mídia deve realizar campanhas - expondo o baixo valor nutricional desses produtos e os riscos que causam na saúde. Essa ação deve ser feita por meio de ficções engajadas, em horários de maior audiência, a fim de a sociedade brasileira ficar ciente a respeito desses industrializados. Dessarte, os indivíduos não sejam prejudicados como no filme.