O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 05/09/2019
Com a Revolução Industrial no século XVIII, houve uma imensa conturbação social que impactou a vida social, modificando o labor e suas alimentações. Com o aumento das fábricas alimentícias e a intensa movimentação, devido a excessiva carga horária, os operários começaram a deixar a alimentação natural por alimentos ultraprocessados. Hodiernamente, a sociedade contemporânea brasileira prossegue no hábito arcaico, a sociedade adota gradativamentes produtos alimentícios industrializados a sua “nutrição”. Deste modo, afetam drasticamente sua saúde, através de alimentos fáceis.
A priori, é importante salientar a principal vítima dos alimentos ultraprocessados, a saúde humana. Decerto, os indivíduos estão deixando as refeições naturais, ricas em vitaminas e fibras, para consumirem essas comidas práticas que trazem consigo um alto teor calórico e abundância em sódio. De acordo com uma pesquisa da Universidade de Paris 13, quando o ser humano ingere 10% de produtos ultraprocessados na sua alimentação diária sua chance de morrer aumenta em 14%. Logo, é indubitável a disfunção que tais produtos trazem ao organismo humano.
Ademais, com a expansão industrial no período da Era Vargas, a sociedade passou a optar por comidas mais imediatas, em consequência do breve momento que possui para ingerir e retornar ao labor. Outrossim, empresas que se adaptaram e cresceram progressivamente ao novo modelo social foram os fast-foods. De origem americana, os estabelecimentos oferecem comidas de modo industrializado e de forma rápida, adequando a rotina de milhares de brasileiros. Deste modo, os dilingetes se enganam inconscientemente ingerindo produtos maléficos.
Portanto, segundo o filósofo racionalista René Descartes:“Não existe métodos fáceispara problemas dificeis”. Diante a problemática urge uma intervenção estatal. Logo, é viável que o Ministério da Saúde, impeça o exagero do consumo calórico, por meio de formação de leis exigindo uma taxa de caloria por kilograma. E, também, que o Ministério do Trabalho, aumente o horário para refeição dos funcionários públicos e privados, por intermédio de uma reforma trabalhista modificando o cenário. Para que, assim, a sociedade brasileira se afaste sucessivamente do cotidiano imposto na Revolução Industrial, optando por alimentos salubres e deixando anterior os doenças pela má nutrição.