O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 08/09/2019

O Brasil foi formado pela união de diversas bases étnicas e culturais, presente na diversidade de povos que colonizaram o país. Nesse sentido, a variedade de costumes presente na população brasileira oriunda da mistura apresenta-se na comida, língua, religião, festas, literatura, entre outros. Entretanto, a globalização tem mudado alguns hábitos, principalmente os ligados a alimentação como o aumento do consumo de alimentos processados e ultraprocessados, além da troca da famosa “comida brasileira” (arroz, feijão e carne) por fastfood, causando diversas doenças.

Em primeiro lugar, é notória a dificuldade que há no homem em diferenciar um alimento processado de um ultraprocessados, principalmente ao se tratar de comidas tão parecidas. Prova disso é a presença de sal, açúcar e gorduras na composição de ambos, que provocam uma dependência pela quantidade de substancias sintéticas, como a dopamina que provoca sensação de prazer e relaxamento do corpo. Além disso, por causa dos conservantes químicos e estabilizantes esses itens tornam-se mais acessíveis e atraentes ao público consumidor. Desse modo, nota-se que a compra desses mantimentos vem aumentando, principalmente com o avanço da globalização do mercado que estimulou a ocupação de multinacionais de alimentos que destinam a sua produção a estes produtos.

Ademais, o aumento da globalização acaba exigindo um novo estilo de vida que se estende até a alimentação. No cenário brasileiro, alguns costumes estão sendo perdidos, como o famoso arroz com feijão e trocado por um lanche rápido e industrializado. Desde da chegada de alimentos ultraprocessados, como biscoitos, salgadinhos, refrigerantes e afins. Esses itens estão sendo ligados a descontroles alimentares e ganho de peso, câncer, depressão, diabetes e um maior risco de doenças cardiovasculares, segundo dados do British Medical Journal (BMJ).

É necessário, pois, que se reverta o consumo de alimentos processados do cardápio brasileiro. Para mudar essa postura, o Estado deve vincular campanhas de conscientização, na TV e na internet, que informem as pessoas sobre os perigos do consumo excessivo de ultraprocessados e a necessidade de um produto orgânico e natural. Essas campanhas também podem relatar sobre a lei orgânica de segurança alimentar e nutricional e a publicação do Guia Alimentar para a População Brasileira, de 2006, que traz artigos importantes sobre alimentação saudável. Paralelamente, é fundamental o papel da escola de pregar sobre comidas nutritivas nas refeições, já que segundo Immanuel Kant, ”o homem é aquilo que a educação faz dele”. Portanto, a escola deve promover palestras e feiras sobre os diferentes tipos de alimentos, ministradas por especialistas na área, a fim de mostrar e incentivar uma vida com mais saúde.