O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 13/09/2019

No contexto sociocultural brasileiro, a utilização de alimentos ultraprocessados alcançou dimensões alarmantes e traz consequências graves à saúde dos seus consumidores. Fica claro que a ascensão da indústria alimentícia implantou no mercado produtos com alta carga de açúcar, óleo e sal, compostos que, em grande quantidade, geram problemas ao corpo humano, como distúrbios cardiovasculares, obesidade e hipertensão. Dessa forma, intervenções são necessárias.

Em primeira instância, é importante salientar que as grandes empresas alimentícias influenciam diretamente na dieta altamente calórica presente em meio a sociedade brasileira. É notório que a indústria da alimentar passou a dominar o mercado do mundo capitalista com mercadorias de fácil preparo, com o intuito de atender à demanda da população nos dias atuais, assim como aponta dados da OMS, os quais relatam que o consumo de ultraprocessados cresceu mais de 50% nos países da América Latina. Além disso, a composição nutricional desses produtos é o principal gerador dos diversos entraves aos consumidores, já que são fabricados com uma carga enorme de açúcar, gorduras e sal, como por exemplo, os refrigerantes, bolachas recheadas e os fast-foods. Com isso, nota-se que a falta de nutrição adequada já configura-se como uma grande questão de saúde pública.

Em segunda instância, é necessário analisar que a composição desses alimentos impacta diretamente na saúde dos consumidores a curto e longo prazo. É evidente que os ultraprocessados geram graves problemas de saúde e, segundo a OMS, são os principais causadores de doenças crônicas, as quais afetam cada vez mais os brasileiros, como por exemplo a diabetes. Ademais, tem-se também o surgimento de mazelas como a obesidade, hipertensão, distúrbios cardiovasculares e alergias, sendo ainda mais maléficos aos públicos mais vulneráveis como os idosos e as crianças, além de comprometer o desenvolvimento neurológico dos jovens. Dessa maneira, percebe-se que a má-alimentação afeta de forma enorme o bem estar e a qualidade de vida das pessoas.

Portanto, é possível inferir que o domínio da indústria alimentar trouxe para o mercado produtos altamente danosos à saúde humana. Por conseguinte, é necessário que o Ministério da saúde, por meio da Anvisa, elabore um projeto que passe a exigir o uso de rótulos mais informativos em alimentos ultraprocessados, relatando a composição e os riscos do consumo, com dados e imagens, para que os consumidores tenham consciência do que compram. Outrossim, é importante também que a mídia, em parceria com órgãos de saúde, passe a espalhar campanhas conscientizadoras sobre o assunto, assim como acontece com os cigarros, por meio de propagandas e postagens em redes sociais, com o intuito de reduzir o consumo desses alimentos. Sendo assim, esse entrave atingirá menores proporções.