O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 11/09/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), assegura a todo cidadão o direito à vida, à cidadania, à saúde e ao bem-estar psíquico, físico e social. No entanto, o cenário visto pelo impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar, no Brasil, impede que isso aconteça na prática, devido ao cozimento, secagem e fermentação dos alimentos e do aumento desfavorável da composição nutricional para o consumidor.

Cabe, a princípio, diagnosticar uma das causa desse problema. Para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que  conhecer o contexto que se encontra, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de que certos setores da sociedade melhorem, a exemplo dos processos para o aumento da validade dos alimentos, com intuito de diminuir as consequências negativas para o cidadão que os usufrui, no dia a dia, com excesso de gordura, açúcar, óleo e proteínas de soja.

Ademais, convém ressaltar, também, a Constituição Cidadã de 1988, em vigor até os dias atuais, como uma das razões para a permanência dessa problemática. Nessa perspectiva, conforme o pensamento de Aristóteles no livro “Ética a Nicômaco”, de que a política existe para garantir a felicidade e igualde de todos, encontra-se deturpado no país, haja vista as transformações vivenciadas, pelo consumidor, que impactaram na vida nutricional dos brasileiros e consequentemente na saúde.

Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Saúde, financie projetos e diretrizes alimentares relacionados ao padrão alimentício brasileiro, por meio de verbas governamentais e de uma ampla divulgação midiática que inclua propagandas televisivas, entrevistas em jornais e debates sociais. Além disso, é de suma importância que haja uma determinada resistência por parte da população em consumir com exagero os ultraprocessados, com a finalidade de promover o direito à alimentação adequada e saúde.