O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 08/09/2019
Segundo o Existencialismo, doutrina filosófica surgida na França, no século XX, a liberdade de escolha é refletida nas condições de existência do ser. Portanto, cabe ao homem ser responsável por suas atitudes. Porém, no Brasil, em pleno século XXI, isso não passa de uma teoria, visto que os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro estão em evidência - o que explicita a ausência de Políticas Públicas para a manutenção do bem-estar social.
No Brasil, indubitavelmente, existe medida do governo para assegurar condições íntegras diante das ciências alimentícias. Pode-se mencionar, por exemplo, a Constituição Federativa vigente no país, cujo objetivo – dentre outros direitos-, é garantir a todo e qualquer cidadão, independentemente de sua natureza, a efetivação de uma alimentação adequada, além de promover condições de liberdade de escolha de maneira ética. Isso, de certa forma, demonstra que o Estado já intenta contemplar as ideologias do Existencialismo.
Contudo, tal ação não é capaz de atenuar, verdadeiramente, o embate dos alimentos ultraprocessados no Brasil, pois, devido às novas técnicas de desenvolvimento alimentício - que além de possibilitar consequências físicas e psicológicas, pode comprometer planos futuros-, o que se observa, na maioria das camadas sociais da nação, são níveis alarmantes de problemas a saúde humana e malefícios ao meio ambiente, motivados, principalmente, pela aceitação de aspectos influenciadores. Percebe-se, pois, as consequências da fragilidade da educação oferecida à maior parte da sociedade, que não prepara os indivíduos para exercerem, de fato, sua cidadania. A verdade é que, as colisões dos alimentos ultraprocessados no Brasil não serão atenuadas, enquanto o Estado não pautar a educação na responsabilidade de forma que contribua para o convívio em sociedade, afinal “O homem é condenado a ser livre, porque depois de atirado neste mundo torna-se responsável por tudo que faz”, diz o filósofo francês existencialista Jean-Paul Sartre.
Depreende-se, pois, que há a necessidade de investimentos no Ensino Básico – o que já é assegurado pela lei de Diretrizes e Bases, n°9.394/96. Para tanto, é plausível que o Estado, por meio do Ministério da Educação, não só contemple os componentes curriculares de Ética e Educação Alimentar, mas também – em parceria com as escolas-, desenvolva nas comunidades, palestras e campanhas publicitárias, a fim de trabalhar temas sobre as consequências das comidas, com a finalidade de não apenas conscientizar, além de instruir e moralizar, e, por consequência atenuar os impactos dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro. Se assim for feito, a maior parcela da nação desfrutará dos princípios existencialistas.