O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 16/09/2019
“Que seu alimento seja seu remédio”, proclamou o filósofo grego Hipócrates, a mais de 2 mil anos atrás. O brasileiro médio não põe essa ideia em prática e seguidamente abusa da conveniência dos alimentos ultraprocessados. Sabem que estes são práticos e agradáveis ao paladar; porém poucos sabem o grande impacto negativo que causam a saúde.
A globalização e produção em larga escala não se deu apenas nos bens de consumo duráveis; atualmente os alimentos industrializados ultraprocessados fazem parte de nossa cultura. Estes produtos são baratos, saborosos e possuem prazo de validade muito maior que os alimentos in natura. Ao invés de ir ao mercado com frequência comprar comida fresca, é muito mais fácil estocar em casa salgadinhos, biscoitos, refrigerantes, etc.
Entretanto, esta conveniência tem um alto preço ao corpo humano. Dados do ministério da saúde nos mostram que o crescente índice de obesidade, diabetes e doenças do coração estão relacionados ao consumo exagerado dos ultraprocessados. O excesso de açúcar, sódio e conservantes afetam diretamente o bem estar físico, apesar de grande parte da população não saber, pois o acesso as propagandas comerciais destes produtos é fácil, diferentemente do acesso ao conhecimento sobre seus efeitos.
Visto o impacto negativo dos ultraprocessados a saúde do brasileiro, intervenções para mudar a situação são urgentes. O governo poderia, utilizando a verba pública para subsidiar os micro-produtores regionais de alimentos naturais, tornando-os mais baratos e acessíveis a população. O poder legislativo poderia propor leis para que as embalagens e comerciais destes produtos tenham advertências do ministério da saúde falando sobre seu impacto, para que a população fique informada e evite o consumo excessivo. Estas ações, a longo prazo, diminuirão as demandas populacionais do serviço público de saúde, pondo em prática a sábia máxima popular: “melhor prevenir do que remediar”.