O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 28/09/2019

Na Idade Média, possuir uma alimentação completa era sinônimo de riqueza, um privilégio de uma fração diminuta da população. Contudo, hoje, vive-se o extremo oposto com a existência dos ultraprocessados, os quais prometem suster o indivíduo, enquanto possuem procedência duvidosa, valores nutricionais aquém do necessário e inúmeros malefícios à saúde. Dessa forma, eles aumentam a incidência de doenças crônicas. Ademais, a indústria alimentícia manipula informações a fim de incrementar suas vendas.

Em primeiro plano, é imprescindível destacar que, para se obter um dieta rica e saudável, a ingestão de certas substâncias deve ser feita com parcimônia, como sal, açúcar, óleos, gorduras. No entanto, devido ao fato dos alimentos ultraprocessados carregarem excessivamente esses ingredientes em suas constituições, o consumo frequente pode acarretar num empobrecimento da nutrição, além de aumentar as chances de desenvolver inúmeros prejuízos à saúde, por exemplo obesidade e diabetes. Desse modo, segundo a Organização Mundial da Saúde, as doenças crônicas não transmissíveis representam 63% dos óbitos no mundo e, no Brasil, são 74%. Logo, não há graves reveses em usá-los esporadicamente, todavia quando são integrados à rotina, em ordem para atender a rápida e problemática demanda das cidades, as implicações negativas tendem-se a propagar e agravar.

Outrossim, quando o poder público busca regulamentar a forma e as informações contidas nos rótulos dos produtos, ele está visando empoderar o consumidor, consequentemente, concedendo as ferramentas para melhor decidir sobre o que comprar ou consumir. Entretanto, de acordo com o poeta Friedrich Schiller, “não há homem que, se puder ganhar o máximo, se contente com o mínimo”. Dessa maneira, não raramente, a indústria alimentícia tenta subverter essa estrutura, seja patrocinando profissionais de saúde para ocultar ou minimizar os danos dos produtos, seja financiando pesquisas e divulgando apenas as partes que os convêm. Por isso, no ápice da sede por capital, campanhas de desinformação são promovidas, ao mesmo tempo que inúmeras pessoas tem suas vidas impactadas e prejudicadas por esses “alimentos”.

Portanto, a fim de minimizar a problemática, o Governo Federal precisa empregar medidas que objetivem assegurar a saúde da população e restringir os danos dessa indústria. Isto posto, com o Ministério da Saúde, serão formadas comissões, em todo o território, que atuarão, dentro de escolas, ministrando cursos sobre alimentação, além de agir nas comunidades, distribuindo cartilhas e auxiliando as famílias em suas dietas. Assim, é possível melhorar a qualidade de vida da população integralmente.