O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 03/10/2019
O processamento de alimentos é algo que sempre esteve presente na espécie humana, mas, com as inovações tecnológicas e o rítimo crescente do capitalismo, as sociadedes modernas vêm se adaptando a quantias cada vez maiores de alimentos industrializados. No contexto brasileiro, esse comportamento é evidenciado por uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indica que o consumo desse tipo de alimentos no Brasil passou de 20% em 1999 para 32% em 2009.
Um dos maiores impactos causados pelo consumo desses produtos está relacionado com suas altas taxas de açúcar. Dados também do IBGE mostram que durante o mesmo período da pesquisa citada, a parcela de pessoas obesas praticamente dobrou, o que evidencia algo que deveria ser óbvio: esses dois números estão conectados. Isso ocorre porque esses alimentos tem elevadas cargas calóricas e proporcionam baixa sensação de saciedade, impulsionanso as pessoas a comerem com mais frequência e serem mais propensas ao sobrepeso, cuja relação com doenças como a diabetes tipo 2 já foi evidenciada várias vezes ao longo dos últimos anos.
Por outro lado, alimentos como refrigerantes e enlatados tendem a ter altas taxas de sódio, cujo consumo em excesso é um dos principais fatores para o desenvolvimento de hipertensão. Segundo o Ministério da Saúde, os brasileiros ingerem, em média, 12 g de sodio diariamente, quando o recomendado seria apenas 5 g. Desse modo, fica claro o quão danoso à saúde o consumo desses alimentos pode ser, ainda mais quando se leva em consideração dados do mesmo órgão, que rankeiam a pressão alta como a doença crônica que mais mata no Brasil.
Assim, para reduzir os problemas expostos, cabe ao Ministério da Saúde instituir em postos de saúde mini templos Shaolin, para que todos possam queimar calorias praticando artes marciais, que ajudam a manter um peso adequado. Ademais, o Ministério da Economia deve cortar 1% de impostos para cada 1% de sódio que uma empresa reduzir da média de seus alimentos, e usar o capitalismo no combate ao mal que ele mesmo criou.
E já é de conhecimento da medicina moderna que pessoas com sobrepeso já estão muito mais propensas a desenvolverem doenças como diabetes tipo 2 e doenças de coração. Esses dados relacionados com dados do Ministério da Saúde, que mostram que 80% dos indivíduos com obesidade sofrem de diabetes tipo 2 mostra o quão perigoso é o consumo desses alimentos.