O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 11/10/2019
Desde o processo de industrialização no Brasil, houve o chamado processamento de alimentos e a busca pela comodidade. As pessoas estavam cada vez mais procurando facilidade e praticidade e, com o fácil acesso a alimentos ultraprocessados (por serem “prontos”), estes incorporaram-se no padrão alimentar brasileiro. Porém, devido à adição de muitos ingredientes, trazem diversos malefícios, tornando-se péssimos alimentos a serem consumidos.
É de conhecimento geral que os alimentos ultraprocessados fazem mal à saúde, sendo associados constantemente ao descontrole alimentar, comodidade e facilidade, ganho de peso, câncer, depressão, diabetes, hipertensão, entre outros malefícios. Isso decorre da adição de muitos ingredientes como sal, açúcar, óleos, gorduras, proteínas de soja e etc. para o aumento do prazo de validade. Porém, em consequência, há a alteração desfavorável da composição nutricional dos alimentos, aumentando o conteúdo de sódio do alimento, ou a quantidade de calorias.
Com isso, ainda convém dizer que, em um estudo publicado no prestigiado British Medical Journal (BMJ), foram ainda observadas maiores riscos de doenças, tais como as cardiovasculares, coronárias e cerebrovasculares, devido a vários fatores no processamento, como composição nutricional do produto final, aditivos, materiais de contato, entre outros. Nessa mesma edição do BMJ, um estudo espanhol se propôs a avaliar a relação entre a ingestão de ultraprocessados e a probabilidade de morrer por qualquer causa. Para isso, recrutaram 19 899 adultos de, em média, 38 anos. Suas conclusões confirmaram que os produtos altamente processados não são boas escolhas: consumir mais de quatro porções deles ao dia aumentou em 62% a possibilidade de morrer por qualquer motivo em comparação à ingestão de duas porções diárias. Para cada porção extra, o risco de morte subia 18%. E, exatamente por esse motivo e por tantos outros, o Guia Alimentar para a População Brasileira recomenda que tais alimentos sejam evitados ou que, no máximo, sejam consumidos em pequenas quantidades.
Em virtude dos fatos mencionados, é necessário um incentivo do poder executivo por meio de feiras culturais, projetos e eventos que visem os malefícios dos produtos ultraprocessados e que influenciem a população a consumi-los menos. Isso será feito com a verba do próprio governo, escolhendo locais, profissionais no assunto e materiais, equipamentos e recursos que serão utilizados. A divulgação será feita por campanhas publicitárias e por meios de comunicação, a fim de que diminua o consumo de alimentos ultraprocessados, que causam tantos males, no Brasil.