O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 11/10/2019
É inegável que, nos últimos anos, as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) associadas à alimentação inadequada têm aumentado bastante. E isso se dá, principalmente, pelo fato de quê o consumo de alimentos ultraprocessados também tem aumentado.
Dados do Vigitel 2014 (Inquérito que avalia fatores de risco para doenças crônicas) revelam que, no Brasil, temos uma prevalência de 50% de pessoas com sobrepeso, 17.5% de obesidade, 6.9% de diabetes e 24,1% de hipertensão. Esses números são, em grande parte, provocados pelo enfraquecimento dos padrões alimentares tradicionais, baseados em alimentos in natura ou minimamente processados e pelo consumo exacerbado de alimentos ultraprocessados.
Além disso, o ultraprocessamento de alimentos é muito ruim para o ambiente também, pois gera uma grande quantidade de resíduos sólidos e requer maior consumo de água e de energia em comparação aos alimentos minimamente processados. Também representa risco à diversidade de espécies.
Portanto, cabe ao Poder Legislativo, desenvolver um projeto de lei que obrigue as empresas a diminuir o uso de aditivos químicos nos alimentos - uma vez que esses produtos compromete a saúde dos indivíduos - por meio de agentes especializados em fiscalização. E também, o Ministério da Educação, por intermédio de nutricionistas, deve promover palestras nas escolas orientando os alunos a terem hábitos alimentares saudáveis e a optarem por alimentos naturais ricos em nutrientes, para que as pessoas evitem doenças no futuro.