O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 12/10/2019

É de conhecimento geral que os alimentos ultraprocessados são mais práticos de consumir e alguns dizem que são até mais saborosos. Porém, poucos sabem o quão mal os mesmos causam ao organismo humano.

A mídia digital nos influencia a comer alimentos industrializados através de imagens ilustrativas, músicas cativantes e comerciais nas televisões. O contato com os anúncios nos faz querer consumi-lo e pode ser considerado uma maneira mais rápida de satisfazer a nossa fome. Mas ao comermos, estamos ingerindo uma concentração desbalanceada de sal, oléo, açúcar, entre outros.

Pelo modo de produção, o excessivo consumo desses alimentos podem levar à obesidade, de acordo com os pesquisadores dos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA, eles monitoraram cada porção de comida que os voluntários comeram durante um mês. Quando comiam alimentos ultraprocessados, acabavam ingerindo 500 calorias a mais por dia do que quando comiam alimentos não processados.

Não só ganhamos mais calorias, como provocamos doenças doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão, entre outras. Segundo o estudo da Universidade de Paris, a pesquisa mostrou que os voluntários que comem mais alimentos ultraprocessados tiveram mais problemas cardíacos. As taxas de doença cardiovascular foram de 277 por 100 mil pessoas por ano entre aqueles que consumiram os alimentos mais ultraprocessados, comparados com 242 por 100 mil entre aqueles que comeram menos.

Portanto, o Poder Executivo junto ao Legislativo devem criar leis para monitorar e colocar um limite para os anúncios, assim como o Governo deve priorizar a entrada de alimentos saudáveis no país. Desta forma, haverá uma diminuição do consumo de alimentos ultraprocessados e com ela, menos riscos de doenças e obesidade.