O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/10/2019

“What the Health”, um documentário de 2017, tem como objetivo mostrar o impacto do consumo de processados, ultraprocessados, além de questionar a prática das principais organizações alimentícias. No Brasil, observa-se uma queda no consumo de alimentos tradicionais pelo industrializado, logo, medidas tanto do governo quanto do Ministério da Saúde devem ser feitas em prol da saúde e do bem estar da população.

As Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs) causadas por uma alimentação inadequada têm aumentado no mundo todo. Em território nacional, dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas (VIGITEL), mostram que em 2014, 50% das pessoas estavam com sobrepeso; 17,5% obesos; 6,9% diabéticos e 24,1% hipertensos, números estes que provavelmente aumentaram no decorrer dos anos. Outrossim, alimentos ultraprocessados são pobres em micronutrientes, o que favorece ao desenvolvimento de DCNTs, com outras palavras, ingere-se substâncias longes de serem consideradas alimentos, e que prejudicam drasticamente o organismo.

Vale sobrelevar o desejo das pessoas em ter a sensação de pertencer a uma cultura moderna e superior, às potências mundias, estas mesmas potências que promovem o consumo de produtos ultraprocessados por meio de campanhas milionárias em que, a cada instante, lançam algo “delicioso e irresistível”. Esses mesmos países desenvolvidos onde se notam um declínio na venda desses alimentos (dentro dos seus territórios), mas que exportam para Estados subdesenvolvidos que veneram esse mercado alimentício imediatista e prático. Há a necessidade de políticas públicas que diminuam o acesso a esse tipo de alimento.

Isto posto, o primeiro ato a se fazer pelo governo e o Ministério da Saúde é a divulgação e distribuição do Guia Alimentar para a População Brasileira nas escolas, em conjunto com palestras de nutricionistas e profissionais na área que orientem a família tanto para a sua própria alimentação, quando na dos filhos. Por parte do governo, o controle das propagandas tendenciosas (que visam o lucro e não a saúde), além de aplicações de taxas nos produtos ultraprocessados dificultando o seu acesso, resultaria em uma redução de peso dessa problemática.