O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 14/10/2019

Descasque mais!

A partir das mudanças ocorridas após a Revolução Industrial no século XVIII, o avanço de novas técnicas de plantio e colheita de alimentos deu origem a melhores condições de vida à população. No que concerne à alimentos processados, o adicionamento de sal, açúcar, gorduras e outros conservantes fez com que o prazo de validade dos produtos aumentasse. No entanto, o procedimento utilizado nas industrias prejudica a saúde dos consumidores, pois são alimentos pobres em nutrientes e com alto teor calórico. Essa realidade contribui um desafio a ser resolvido não apenas pelo poder público, mas também pela sociedade.

Desse modo, faz-se pertinente analisar a importância do Estado no Âmbito social. Segundo o filósofo Karl Marx, em um mundo capitalista, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. Nesse sentido, a ganância das empresas pelo poder econômico associado as necessidades básicas da população brasileira de se alimentar faz com que, cada vez mais, os produtos nas prateleiras dos supermercados sejam industriais.

Além disso, as redes de fast-food apresentam na mídia seus produtos como substitutos funcionais de uma refeição saudável, porém essa prática não condiz com a realidade. Ademais, percebe-se que a fim de praticidade a procura por comida pronta é cada vez maior, principalmente em grandes cidades onde o trabalho, muitas vezes, fica distante da residência. O consumo prolongado desses produtos atrelado à falta de atividade física elevam os riscos de doenças cardiovasculares, diabetes e auxilia no aumento da obesidade na população, especialmente em crianças e adolescentes.

Urge, portanto, que o Estado trabalhe em parceria com a sociedade para sanar o quadro atual. Assim, é necessário que o Ministério da Saúde através do Governo Federal crie regras mais rígidas de fiscalização de alimentos processados, assim como obrigue as empresas a colocarem nos rótulos os danos à saúde ao consumir os seus produtos. Também é fundamental que a sociedade reveja os seus hábitos alimentares e tenha ciência da importância do consumo dos alimentos nutritivos. Dessa forma, será possível conter as doenças relacionadas a falta de nutrientes e estabelecer dignidade nesse contexto.