O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 21/10/2019

A Revolução Industrial ocorrida no século XX, não alterou somente os modos de produção, mas a rotina e os hábitos da maior parcela da população. A partir desta época os trabalhadores que estavam majoritariamente nos campos deslocam-se cada vez mais para a cidade em busca de trabalhos em fábricas. Assim, uma grande parte de pessoas já não produz seu alimento, não sabe, dessa maneira, a procedência de seus alimentos. Além disso, a rotina cada dia mais extenuante deixa pouco tempo para a preparação dos alimentos.

Em primeiro plano, nota-se o movimento de êxodo rural decorrente da Revolução Industrial, assim como em outros países, no Brasil. Analogamente, o movimento do campo para a cidade fez com que passa-se a comprar cada vez mais comidas processadas de fácil armazenamento e praticidade. Aliado à vulnerabilidade social, muitas pessoas não conheciam a procedência do alimento consumido, que muitas vezes era carregado de conservantes, açucares e sódio.

Ademais, vale ressaltar que a vida em grandes cidades brasileiras é exaustiva, a jornada de trabalho e o trânsito consomem grande parte do tempo de uma pessoa. Paralelamente, segundo o IBOPE- Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística- o paulistano gasta em média 3 horas no trânsito. Logo, sobram pouco tempo para preparar as suas refeições, preferindo alimentos ultra processados, mas que são rápidos de serem preparados.

Diante dessa perspectiva, portanto, o Estado deve intervir diretamente. Primordialmente, o Ministério da Saúde precisa garantir que a população saiba identificar como aquele alimento foi produzido, mediante a regulamentação dos rótulos, para que o cidadão possa averiguar a má procedência e deixa-lo de consumir. Outrossim, o governo deve garantir que as pessoas passem menos tempo no trânsito, por meio da ampliação e melhora do transporte público, com o intuito de promover mais tempo livre para a população preparar suas refeições.