O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.

Enviada em 22/10/2019

Destoante da realidade ideal, no Brasil, os alimentos ultraprocessados têm ganhado espaço no padrão de consumo cotidiano. Nesse sentido, um aspecto velado disso refere-se aos efeitos no longo prazo desse novo hábito, tanto para o indivíduo em si como para a sociedade amplamente considerada em um cenário em que a qualidade de vida e saúde é ferozmente denegrida. Ademais, esse assunto torna-se caso de saúde pública na exata medida em que seus efeitos são significativamente negativos e afetam as gerações atuais e futuras com uma série de doenças.

Nessa perspectiva, diante do ultraprocessamento e a quantidade assustadora de elementos conservantes, a número absoluto de diabéticos no país aumentou consideravelmente. Assim, segundo dados do Ministério da Saúde com a Pesquisa Nacional de Saúde, atualmente mais de 9 milhões de brasileiros sofrem com essa doença calamitosa e a tendência é que o panorama se intensifique com o passar do tempo, já que essa economia tende a crescer por conta de sua praticidade e instantaneidade. Por essa lógica, a introdução no mercado brasileiro dessa nova categoria de alimentos faz com que a saúde geral fique contida dentro de um cenário de instabilidade e insegurança, comprometendo toda uma geração.

Outrossim, as pesquisas acerca da capacidade desses ultraprocessados em causar câncer são limitadas e inconclusivas a princípio, embora, ironicamente, com o aumento da quantidade de seu consumo, aumentou-se também os casos – e espécies – de câncer entre a população. Nesse viés, com as poucas iniciativas em estudos científicos, até por conta da falta de investimento, seja da rede estatal ou privada, pacientes com neuplasias malignas continuam sendo atingidas, em um contexto em que já são mais de 500 mil vítimas em todo Brasil. Essa é apenas mais um das dezenas ou centenas de pontos negativos da expansão desenfreada do consumo de alimentos ultraprocessados.

Destarte, existem uma série de impactos associados à esse assunto e, por isso mesmo, é uma questão para a qual a sociedade se deve atentar. Tendo isso em vista, o Estado, na figura do Ministério da Saúde, deve garantir imediatamente que se iniciem pesquisas voltadas a estabelecer um controle restrito das potencialidades negativas desse tipo de alimento, a partir do incentivo financeiro aos setores das universidades focadas no desenvolvimento científico e avanço da sociedade como um todo, com o intuito de estabelecer um limite muito mais expressivo das verdadeiras potencialidades desse tipo de alimentação e possibilitar que o seu consumo diminua significativamente. Dessa maneira, alcançar-se-á uma realidade na qual a saúde é mais bem valorizada e os indivíduos não se tornam vítimas de enfermidades que poderiam ser evitadas com uma simples mudança de hábito.