O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/10/2019
Desde os processos denominados “Revoluções Industriais”, o mundo vem demasiadamente priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Nesse ínterim, observa-se a fragilidade no padrão alimentar brasileiro que se apóia em refeições recheadas de alimentos ultraprocessados, fato que desencadeia impactos negativos à população. Com isso, urge refutar os impasses dessa problemática, como o impacto causado na saúde nacional em simetria com a influência midiática, a fim de restabelecer uma alimentação adequada assegurada na Constituição Federal.
Sob esse viés, destaca-se a saúde comprometida pelos gêneros alimentícios industrializados. De acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo, um acréscimo de 10% de ultraprocessados na alimentação habitual aumenta o risco de desenvolver doenças cardiovasculares em 12%. Diante desse quadro, pode-se inferir que, biscoitos, refrigerantes e salgadinhos entre outros alimentos apresentam uma ameaça à população brasileira, uma vez que grande parte da população brasileira opta pelo “fast-food” pela comodidade oferecida nessa prática. Logo, faz-se necessário um estímulo a uma nutrição mais consciente para a sociedade.
Paralelamente a isso, sobressai a má influência dos meios de comunicação como motor fomentador do descontrole alimentar configurado no país. Segundo Pierre Boudieu, o que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão. Consoante ao filósofo, nota-se que a mídia pode ser encaixada como órgão de obscurantismo social, haja vista que não cumpre seu papel de reverter o hábito alimentar desqualificado. Não obstante, as peças publicitárias estimulam a ingestão de alimentos calóricos, com ênfase nas propagandas de empresas como o McDonald’s, cenário que induz ao aumento da obesidade brasileira. Portanto, essa indução social deverá ser invertida pelos meios de difusão ideológica no país.
Destarte, entende-se que a alimentação com ultraprocessados reflete um quadro prejudicial à saúde, estimulado pela mídia, negativamente. Assim, emerge-se imperativo que as escolas, por meio de gincanas com temas de nutrição, estimulem seus alunos a pesquisar sobre os efeitos nocivos dos ultraprocessados, com o intuito de promover a formação de cidadãos menos alienados às comidas industrializadas. Ademais, compete a mídia televisiva, periodicamente, por meio da criação de programas interativos sobre alimentos, a divulgação de uma alimentação adequada aos telespectadores, a fim de sensibilizar a população a contrair uma educação nutricional saudável. Desse modo, os alimentos ultraprocessados, serão menos consumidos pelos brasileiros.