O impacto dos ultraprocessados no padrão alimentar brasileiro.
Enviada em 23/09/2020
Hipócrates, médico grego da antiguidade, considerado o pai da Medicina, já dizia: “faça do seu alimento, seu remédio e do seu remédio seu alimento”. Isso demonstra a importância de uma alimentação natural como provedora de boa saúde. Todavia, o que se percebe no contexto atual, é um aumento considerável pela população brasileira, de alimentos ultraprocessados, os quais causam o adoecimento dos consumidores e o enriquecimento das empresas produtoras desses produtos.
Em primeiro lugar, cabe destacar o aparecimento de doenças como diabetes e hipertensão na maioria dos brasileiros, fruto de um consumo cada vez maior de alimentos pobre em nutrientes. De acordo com o médico, Marco Menelau, esse cenário é causado pela pouca ingestão de comidas “in natura”. Nesse mesmo sentido, a nutricionista Sophie Deram, afirma que é sempre recomendável adquirir produtos alimentícios nas feiras e sacolões.
Ademais, é notório ressaltar que as indústrias são as únicas beneficiadas nesse cenário, de modo que para produzirem os ultraprocessados, elas não têm gasto elevado para isso. De acordo com o Médico e Coordenador do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Augusto Monteiro, os ingredientes e produção dessas fórmulas industriais são de baixo custo para seus produtores.
Portanto, o Ministério da Saúde deve conscientizar a população para o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados em sua rotina diária. Para tanto, é preciso se valer de propagandas nesse sentido nos principais horários televisivos em que os telespectadores estão conectados. Assim, o que sempre pregou, o pai da Medicina, alimentar-se, será algo que verdadeiramente trará saúde às pessoas.